Brasil é cada vez mais favorito


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A partir do dia 11 de junho, data em que será dado o pontapé inicial para a Copa da África, ao menos cinco equipes entre as 32 que estarão presentes no torneio mundial entrarão em campo com chances reais de levar para casa o cobiçado título de melhor time do mundo: Brasil, Argentina, Alemanha, Inglaterra e Espanha são consideradas as seleções favoritas. Correm por fora, França e Itália - que já venceram a competição -, além de alguns times que podem despontar como a Holanda. Os africanos são uma incógnita. Costa do Marfim deve perder Drogba, a Nigéria cortou John Obi Mikel no sábado e Gana não terá Essien.


Único pentacampeão, o Brasil buscará seu sexto título mundial na África do Sul. O técnico Dunga, que ignorou o clamor popular e deixou Ronaldinho Gaúcho, Neymar e Paulo Henrique 'Ganso' fora dos convocados, aposta em jogadores com experiência no futebol europeu. Júlio César, Lúcio, Maicon, Felipe Mello, Kaká e Luís Fabiano formam a espinha dorsal. A maior preocupação é Kaká. Ele sofreu sucessivas contusões no Real Madrid e agora luta para recuperar as melhores condições físicas para jogar a Copa.


Maior rival dos brasileiros, a Argentina, que é comandada por Diego Armando Maradona e já venceu duas vezes a Copa, também chega à África com status de favorita. O meia Lionel Messi, que brilhou com a camisa do Barcelona em 2010, é candidato a craque da competição. Outra aposta dos 'hermanos' é o atacante Milito, que ganhou destaque na Inter de Milão ao marcar os dois gols do time na decisão da Liga dos Campeões da Europa.


A Inglaterra entra na competição abalada pela contusão do zagueiro Rio Ferdinand, que sofreu uma grave contusão no joelho esquerdo nesta última semana. O jogador, então capitão inglês, foi cortado pelo técnico Fábio Capello, que também perdeu Michael Owen e David Beckham, ambos contundidos. Outro problema para o italiano está na lateral esquerda. Wayne Bridge, antigo titular da posição, pediu dispensa do English Team após ver sua mulher protagonizar um escândalo ao manter um caso extraconjugal com o zagueiro John Terry, mantido na equipe mas sem a braçadeira de capitão. Com os desfalques, as principais esperanças inglesas são Wayne Rooney, Steven Gerrard e Frank Lampard.


Tricampeã mundial, a Alemanha também desembarcou em Joanesburgo desfalcada. Michael Ballack, que defende o Chelsea, sofreu ruptura total dos ligamentos do tornozelo direito e foi cortado. Para conquistar o quarto título, os germânicos apostam em um brasileiro. Cacau se naturalizou alemão e vem marcando gols nos jogos preparatórios. Miroslav Klose, apesar de atualmente estar em má fase, já marcou 10 gols em mundiais e é o único que pode superar a marca de 15 gols em Copas pertencente a Ronaldo.


Mesmo sem possuir nenhum título mundial, a Espanha também figura no rol das favoritas. A 'Fúria', como é chamada por seus fanáticos torcedores, tem como principais destaques os atacantes David Villa e Fernando Torres. O time reúne uma das melhores gerações de sua história. Terá um caminho difícil no Mundial e deverá lutar contra alguns de seus fantasmas. Caso consiga avançar, ganhará confiança e força para afastar a eterna alcunha de time forte que sempre amarela na hora da decisão.


Tetracampeã mundial e vencedora do último torneio (na Alemanha), a Itália corre ao lado da França para manter o seu prestígio. Correndo o risco de ficar sem o meia Pirlo (lesão na panturrilha esquerda), o técnico Marcelo Lippi tem como esperanças defensores como Buffon, Cannavaro, Gattuso e Zambrotta. A França ainda procura um nome para substituir o craque Zinedine Zidane, principal destaque na conquista do único título mundial de 1998. Em 2010, Franck Ribéry; Nicolas Anelka e Thierry Henry tentarão evitar que os franceses caiam no ostracismo do futebol internacional.

Veja o quadro abaixo:

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