Com um acontecimento de proporções mundiais em seu quintal, a mídia sul-africana não tem deixado por menos. Desde que a África do Sul foi eleita a sede da Copa do Mundo 2010, jornais e emissoras de TV têm batido em cima da questão, de uma maneira contundente e emocionante. Desde a evolução técnica dos Bafana Bafana e o modo como o técnico Carlos Alberto Parreira tem preparado o time, aos problemas que influenciam diretamente o andamento da competição como ameaças de ataques terroristas e demandas relacionadas à infra-estrutura das cidades-sede, os jornalistas sul-africanos estão marcando em cima o esporte, que nunca foi o preferido da população do País. O futebol tem tido lugar privilegiado em páginas de importantes jornais como Cape Times, Cape Argus (da Cidade do Cabo), The Times e Sowetan (de Joanesburgo). O mundial é reportado diariamente, na mesma proporção que o rúgbi, a febre do país.
Pela TV, o sul-africano comum que estará longe dos estádios, já que não teve poder aquisitivo para comprar os ingressos terá, pelo menos, uma cobertura completa da primeira Copa no continente africano. A SABC, maior emissora da África do Sul, planejou um ousado sistema de transmissão, com imagens em alta definição, acessível a poucos que tiverem TV digital, e quatro canais exclusivos para transmitir todos os 64 jogos. Lembrando que estamos em um país com 11 línguas oficiais, a programação poderá ser conferida em quatro idiomas diferentes: zutu, zulu, inglês e português.
As peças publicitárias exibidas na TV africana são verdadeiras produções cinematográficas marcadas por belas trilhas sonoras e imagens de jogadores em momentos de superação craques como Cristiano Ronaldo além dos Bafana Bafana. Elas têm o objetivo de comover e agregar o maior número de espectadores para o mundial. Claramente, a intenção é passar a idéia de que este é um evento único para o país, conforme um dos atores diz durante a propaganda da SABC: "Esta história será contada para sempre, porque a Copa acontece uma vez na vida".
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