Empresas preparam confraternizações para a Copa


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No país do futebol, e a menos de cinco dias da abertura do mundial, que neste ano será realizado na África do Sul, torcedores de Norte a Sul do Brasil contam os minutos para o início da competição. Os que podem viajar, já estão com as malas rumo ao continente africano; já a grande maioria dos brasileiros começam a programar onde assistirão as partidas.


Quem não tem muita opção, como os funcionários que trabalham no horário dos jogos - na primeira fase os dois primeiros jogos serão às 15h30 e o terceiro jogo às 11 horas - ficam na dependência dos seus patrões, que escolhem entre dispensá-los, ver os jogos na empresa ou ainda, para a tristeza de muitos, não interromper a rotina de trabalho durante as partidas.


Em Franca, das cerca de 10 empresas de segmentos diferentes consultadas pelo caderno Empregos, todas vão parar durante as partidas do Brasil, exceto a rede Drogafarma, que mantém o horário de trabalho e o atendimento normal nas farmácias. No escritório da empresa, porém, os executivos que lá trabalham pararão durante os 90 minutos e poderão ver os jogos em um telão.


Segundo a Acif (Associação do Comércio e Indústria de Franca) é facultativo para cada empresário definir o horário de funcionamento da sua loja durante os jogos da seleção.


As empresas do ramo dos calçados Tenny Wee e Stefanello dispensarão seus funcionários para que eles assistam os jogos onde quiserem. Ambas liberarão os colaboradores a partir das 13h30 no primeiro jogo e no terceiro não haverá expediente. Os trabalhadores estão compensando as horas que não estarão nas fábricas e escritórios.


As empresas que não podem parar, como a Unimed, e o próprio Comércio da Franca e a Rádio Difusora AM, terão um intervalo somente durante os jogos, mas voltam em seguida ao trabalho. A Unimed mantém o plantão normal no Hospital São Joaquim, mas oferecerá aos seus colaboradores, tanto do hospital, como da unidade do Centro da cidade, um ambiente para que eles possam ver os jogos ali mesmo. Segundo Eduardo Bachur, do marketing da empresa, serão instalados dois telões nos anfiteatros ligados nos jogos do Brasil. A empresa oferecerá ainda sucos, refrigerantes e petiscos para o pessoal que ficar no prédio para ver o jogo.


No GCN Comunicação, segundo a gerente de Recursos Humanos, Janaína de Lucca, também haverá programação especial para os funcionários que quiserem ver os jogos na sede da empresa. Quem preferir ir para casa será dispensado 30 minutos antes das partidas e deverá voltar 30 minutos após o fim do jogo. Quem ficar poderá acompanhar a seleção brasileira de dentro do auditório “Jornalista Corrêa Neves”, onde será montado um telão e haverá comidas e bebidas.


Segundo Matheus Oliveira, consultor de RH e palestrante na área motivacioal, é facultativo para cada empresa decidir dispensar os funcionários ou não. “O trabalhador deve ‘dançar conforme a música’, pois cada empresa adota o próprio sistema. Não tem regra e nem lei quanto a isso”, disse Matheus.


De acordo com as informações dele, as empresas organizadas se preparam para este evento desde o início do ano, pois entendem que não se trata apenas de uma questão de torcida, mas também de patriotismo. Fica ao funcionário o bom senso de respeitar o local onde trabalha e suas decisões - concordando ou não com elas.

Veja o quadro abaixo:

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