Sapateiro é executado com 2 tiros no peito


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EXECUÇÃO - Alex Cândido foi morto a tiros e polícia investiga relação com tráfico de drogas
EXECUÇÃO - Alex Cândido foi morto a tiros e polícia investiga relação com tráfico de drogas

O sapateiro Alex Cândido Alves, 33, conhecido como "Bebezão", foi executado com dois tiros no peito durante a noite da última quarta-feira. O crime aconteceu na Rua João Nestor dos Santos, no Jardim São Luiz II. A vítima estava perto de um terreno baldio quando foi morta. Segundo testemunhas, foram ouvidos antes dos tiros vários gritos, mas nenhum morador viu os autores do assassinato.


Alex Cândido Alves já havia se envolvido em outras ocorrências violentas. Em outubro do ano passado ele foi vítima de duas agressões. Em uma delas chegou a ser esfaqueado. No último registro da polícia, em fevereiro deste ano, Alves foi atropelado por uma motocicleta no Jardim São Luiz e vinha recebendo ameaças de morte de supostos traficantes da região.


Viciado em entorpecentes e com passagens por furto, Alex Cândido esteve preso em 2009 na cadeia do Jardim Guanabara. Nos últimos meses, ele estava morando com sua mãe num condomínio de chácaras, localizado às margens da Rodovia João Traficante. Na noite do crime, o sapateiro saiu de um bar nas proximidades de onde foi morto. Nenhuma testemunha informou à polícia se ele estava acompanhado.


Pouco depois das 23h30, moradores da Rua João Nestor dos Santos ouviram tiros e vários gritos na via pública. Quando saíram encontraram o corpo do rapaz caído em frente a um terreno baldio. A Polícia Militar foi acionada e constatou a morte da vítima no local. "Não conseguimos ouvir nenhuma testemunha que tivesse visto o autor ou autores do crime. A vítima foi baleada no tórax e os tiros transfixaram seu corpo. O caso será encaminhado para o setor de homicídios da DIG", disse o delegado Davi Abimael Davi, que estava de plantão na noite do assassinato e só registrou o caso por volta da 1h45.


Agentes da DIG já começaram a ouvir pessoas ligadas à vítima. "Não podemos afirmar se (o caso) está ligado ao tráfico, mas não descartamos nenhuma possibilidade. Estamos com pistas e investigamos alguns suspeitos", disse ontem o delegado Daniel Paulo Radaelli, titular da DIG. Alex Cândido Alves foi sepultado na tarde de quinta-feira, por volta das 17 horas, no Cemitério Santo Agostinho, com trabalhos da Funerária Santa Barbara.

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