Olho o mundo sem grandes possibilidades
A via (?!) que serpenteia é leviana
Jazo sob o efeito de frascos vazios
Que justificam minhas prateleiras
Habito as palavras alheias
E a mórbida felicidade dos perdedores
Rasteja ao redor de meu juízo
Inutilizando o sal de minha cura
E a mórbida felicidade dos perdedores
Rasteja ao redor de meu juízo
Inutilizando o sal de minha cura
Vezes tantas sinalizei póstumo
Sendo o mundo que outros governavam
Que me esqueci de sinalizar o caminho
Mesmo sabendo inútil a possibilidade
Sendo o mundo que outros governavam
Que me esqueci de sinalizar o caminho
Mesmo sabendo inútil a possibilidade
Dispo-me dos avaros instintos
Reencarno distante de mim
Enveneno toda a relutante inércia
Mas não consigo provocar a tragédia
Reencarno distante de mim
Enveneno toda a relutante inércia
Mas não consigo provocar a tragédia
Miro a foto do futuro
E o deus do caos diz coisas
Mas como decifrar seu eterno ser
Se não entendo o sorriso do não?
E o deus do caos diz coisas
Mas como decifrar seu eterno ser
Se não entendo o sorriso do não?
Procuro a maneira do bem entender
Buscando de mim libertar
a resposta na manhã que contempla
o ordinário tempo que respiro.
Buscando de mim libertar
a resposta na manhã que contempla
o ordinário tempo que respiro.
Mirto Felipim
Funcionário público, poeta escritor e observador
Funcionário público, poeta escritor e observador
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