Ainda do avião, Joanesburgo apresenta-se ao visitante como uma cidade gigante e espalhada, com áreas urbanizadas intermediadas por grandes espaços verdes. A cidade vai sediar os principais jogos da Copa do Mundo, dentre eles os dois primeiros do Brasil, contra a Coreia do Norte (15/6, às 15h30) e a Costa do Marfim (20/6, às 15h30), além da partida de estreia do Mundial (11/6, África do Sul contra México) e grande final, no dia 11 de julho.
De antemão, no demorado trajeto entre o Aeroporto Internacional OR Tambo e a acomodação da equipe do GCN Comunicação, no subúrbio de Park Town, foram gastos cerca de 50 minutos de carro. No percurso, as paisagens aproximam Joanesburgo de São Paulo. Longas distâncias e tráfego complicado são apenas duas evidências.
Assim como na capital paulista e em grandes centros urbanos brasileiros, o contraste fica estampado nas belas residências em bairros elitizados como Rosebank e Sandton e na concentração de shacks (padrão residencial mais baixo no país) em bairros pobres e townships (favelas).
A World Class African City (uma cidade africana de classe mundial) é o slogan adotado pela metrópole e está impresso em uma infinidade de cartazes colados em cada esquina. É esta a ideia que os organizadores da Copa querem passar sobre sua maior potência. Concentrando o maior volume de negócios do continente, especialmente relacionados à exploração do diamante, Joanesburgo é considerada a “Nova York da África” e, por isso, tem o apelido de Pequena Maçã.
Em uma rápida volta pelas ruas da cidade, com o taxista Hendryc, foi possível notar sinais de uma cultura marcada pelo paradigma da colonização e do subdesenvolvimento. A caminho do Centro, duas pontes. Uma tem o nome do principal ícone da resistência negra do país, Nelson Mandela. A outra guarda a denominação da Rainha Elizabeth, traço explícito da influência britânica na história do povo.
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