CPI da Pedofilia quer ouvir 30 pessoas em Franca


| Tempo de leitura: 2 min
INVESTIGAÇÃO  - O senador Romeu Tuma concede entrevista durante visita que fez a Franca em maio. Data da vinda da CPI à cidade sai na próxima semana
INVESTIGAÇÃO - O senador Romeu Tuma concede entrevista durante visita que fez a Franca em maio. Data da vinda da CPI à cidade sai na próxima semana

A CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) da Pedofilia aprovou, em Brasília (DF), a convocação de 30 pessoas para depor como testemunhas no caso que investiga crimes sexuais que teriam sido cometidos pelo padre José Afonso Dé, 75, ex-vigário da Paróquia São Vicente de Paulo, em Franca. O padre é acusado de abusar de meninos com idades entre 13 e 16 anos. Ele foi indiciado por estupro de vulnerável e ato libidinoso mediante fraude. O padre nega as acusações, diz ser inocente e afirma que pode ter sido mal interpretado pelos jovens por ser “afetivo”.


De acordo com a assessoria do senador Romeu Tuma (PTB), vice-presidente da CPI, entre os convocados estão seis adolescentes que supostamente foram alvos dos abusos, os pais dos menores e seis padres da cidade. Os nomes dos sacerdotes não foram divulgados.


Os depoimentos serão tomados em Franca, mas a definição da data só ocorrerá na próxima semana. A expectativa é que a decisão saia até dia 9, quarta-feira. Apesar de ainda não ter a data confirmada, é quase certo que a audição aconteça no plenário da Câmara ou no Fórum e dure até dois dias. O objetivo da coleta dos depoimentos em Franca é evitar transtornos com o deslocamento dos menores, do padre e demais envolvidos até Brasília, de acordo com Tuma.


O requerimento para uma acareação entre o padre e as supostas vítimas também foi aprovado pela CPI, mas ela só deverá ocorrer depois dos depoimentos. A ideia inicial é que a audiência seja pública, porém com a preservação dos menores. Eles terão inclusive uma equipe de psicólogos, fornecida pela CPI, a disposição para auxiliá-los.


A acareação na cidade foi aprovada após a apresentação de um relatório elaborado pelo petebista depois de uma viagem a Franca. Na ocasião, ele conheceu o inquérito e colheu mais informações sobre o processo que corre na Justiça. O objetivo era justificar a vinda da comissão à cidade. Em entrevista ao Comércio da Franca, no dia 19 de maio, o senador disse à reportagem que após a visita ficou convencido da culpa do religioso. “Alguns fiéis ainda têm dúvida, mas depois de tomar conhecimento da investigação, tenho certeza da culpa do padre”, disse Romeu Tuma, na ocasião.

Fale com o GCN/Sampi!
Tem alguma sugestão de pauta ou quer apontar uma correção?
Clique aqui e fale com nossos repórteres.

Comentários

Comentários