Delegado apura abuso de autoridade


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Com base nas reportagens do GCN Comunicação, o delegado Dalmo Mateus Pólo, titular do 4º Distrito Policial, determinou a abertura de inquérito para apurar um suposto abuso de autoridade, por parte dos policiais militares suspeitos de agressão contra os moradores do antigo "piscinão". "As reportagens foram incisivas, muito bem feitas, o que facilitou nosso trabalho e as nossas investigações", disse Pólo.

Comércio da Franca - Por que o senhor resolveu apurar as denúncias? Houve alguma determinação superior?
Dalmo Pólo -
Não houve determinação superior. Era meu dever, a partir do momento em que tomei conhecimento dos fatos através do jornal, instaurar o inquérito. Entendi que houve um abuso de autoridade e estamos investigando. Além disto, abuso de autoridade é uma ação penal pública incondicionada, ou seja, não depende da vontade da vítima. A partir do momento que o jornal denunciou o fato, eu tenho por obrigação apurar. A matéria ilustra o inquérito.
 
Comércio - O senhor já ouviu algum envolvido no caso?
Dalmo Pólo -
Não tomamos o depoimento de ninguém porque logo que abrimos o inquérito fomos informados de que o Batalhão (da Polícia Militar) havia instaurado um IPM (Inquérito Policial Militar). Como eles conseguiram identificar os autores, pedi uma cópia do IPM para facilitar nosso trabalho. Após recebermos a cópia, em 15 dias o nosso inquérito estará concluído.
 
Comércio - Mas o senhor pretende ouvir os policiais?
Dalmo Pólo -
Não só os policiais, como vítimas e testemunhas são de suma importância. O bispo (Dom Pedro Luiz Stringhini), que esteve no "piscinão", e os jornalistas que elaboraram as reportagens. Foram eles (bispo e jornalistas) que deflagraram toda esta situação e as tornaram pública.
 
Comércio - Se denunciados e condenados os policias estarão sujeitos a quais penalidades?
Dalmo Pólo -
Eles podem ser advertidos ou repreendidos, assim como podem ser demitidos a bem do serviço público e ficarem sujeitos ao pagamento de indenizações.

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