Série de reportagens começou em fevereiro


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Reportagens publicadas nos dias 11 e 12 de fevereiro deste ano pelo Comércio, trouxeram à tona a dura realidade de doze pessoas que moravam no subsolo de um prédio inacabado da Avenida Major Nicácio, Bairro São José, no local conhecido como "piscinão". A matéria retratava as condições subumanas nas quais elas viviam.


Na manhã do dia 13 de fevereiro, o bispo de Franca, Dom Pedro Luiz Stringhini, foi ao subsolo e ouviu dos moradores do local a denúncia de que, na madrugada daquele dia, tinham sido atacados por policiais militares. Oito pessoas afirmaram que por volta das 4 horas, cinco viaturas da Polícia Militar pararam em frente ao local. Os policiais desceram dos veículos e, sem qualquer aviso, invadiram o "piscinão" e agrediram quem lá estava.


O comandante do 15º Batalhão da Polícia Militar, sediado em Franca, coronel João Paulo Macedo Brandão Júnior, afirmou que nenhum policial militar poderia entrar naquele espaço por se tratar de propriedade particular. "Necessitaríamos de mandado judicial para fazer isso", disse. Ele prometeu rigor para apurar as denúncias e pediu ajuda à OAB (Ordem dos Advogados do Brasil), para total isenção nas apurações.


No domingo, 14, duas vítimas foram submetidas a exame de corpo de delito. Uma delas estava com o braço esquerdo quebrado. Três dias depois, no Batalhão francano foi instaurado um IPM (Inquérito Policial Militar) para checar a veracidade das acusações. No dia 22 de fevereiro, duas das oito vítimas da suposta agressão policial foram ouvidas pela PM, por membros da Comissão de Direitos Humanos da OAB (Ordem dos Advogados do Brasil) e pelo secretário Roberto Nunes Rocha, do Desenvolvimento Humano e Ação Social, na sede da OAB local. No dia seguinte, um terceiro morador do "piscinão" também teve oportunidade de dar sua versão para os fatos.


No segundo dia de março, a OAB Ordem dos Advogados do Brasil, subseção de Franca, por meio de sua Comissão de Direitos Humanos, promoveu uma reunião com autoridades civis, militares e políticas para discutir os problemas relacionados aos moradores do "piscinão". Treze dias depois, seis caminhões carregados de terra, dois tratores, 13 funcionários da Colifran, oito policiais militares em quatro viaturas e dois guardas civis municipais deram um basta à novela envolvendo o "piscinão". O local foi drenado e totalmente aterrado pela Prefeitura Municipal. Seus moradores, obrigados a procurarem outro "endereço".

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