A 3ª edição da FCA (Feira de Calçados e Acessórios) e a 6ª edição da Fenafic (Feira Internacional de Couros, Máquinas e Componentes para Calçados), previstas respectivamente para os meses de agosto e setembro em Franca, não devem ser realizadas. Há 15 dias os organizadores das feiras suspenderam os contratos de 110 empresas que já tinham garantido a locação de estandes e começaram a devolver o dinheiro de 20 que tinham feito pagamentos.
“Há 99% de chances de não haver as feiras neste ano. Na semana que vem terei mais definições, às vezes o 1% pode reverter esse quadro”, disse Arsênio de Freitas, diretor da Alto Empreendimentos, organizadora dos eventos. A Fenafic, que costumava agregar cerca de 200 expositores por feira, em 2009 recebeu em quatro dias 6.250 visitantes, metade do público estimado pela organização e menor que o registrado no ano anterior, quando o evento atraiu 10,8 mil pessoas.
Apesar da dificuldade em atrair o público, segundo Arsênio as feiras não acontecerão em 2010 por outro motivo. Ele diz que o problema é a falta de um prédio do tamanho ideal para abrigar as feiras em Franca.
Nas edições anteriores, elas foram realizadas nos pavilhões Dharma, no Bairro Miramontes, mas para 2010 o contrato não foi renovado. “O aluguel lá (Dharma) ficou caro demais e superou os custos. Eles queriam que pagássemos o ano inteiro para usarmos apenas 15 dias, ficou inviável”, disse Getúlio Oliveira, outro diretor dos eventos. A empresa passou a procurar um galpão com no mínimo oito mil metros quadrados para sediar as feiras.
Os galpões existentes na cidade foram considerados pequenos para acomodar todos os expositores. O Pavilhão Américo Pizzo foi cogitado, mas segundo os empresários, as medidas também não comportavam o tamanho da Feira.
Por conta da dificuldade de encontrar um prédio compatível com a metragem necessária para a feira, segundo Arsênio, neste ano não foram vendidos novos estandes. “Se tivéssemos o local, venderíamos o espaço, tenho certeza de que expositores não iam faltar”, disse.
Apesar de rumores na cidade, os organizadores negam estar enfrentando problemas financeiros. “O problema não é dinheiro, é o espaço. Nós já devolvemos até as quantias para quem pagou. Não vamos fazer as feiras mal feitas só por fazer”, disse Getúlio Oliveira, da Alto Empreendimentos.
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