Cidade-sede do Mundial sofre com protesto de funcionários de trens


| Tempo de leitura: 1 min

Os cantos são entoados em xhosa (dialeto na África do Sul), como gritos de guerra tribais sul-africanos que falam sobre poder e morte. As falas dos líderes são ríspidas e contundentes e os manifestantes parecem irritados.


São centenas de pessoas apinhando um dos acessos do saguão do terminal de trem na Cidade do Cabo, pelo qual diariamente passam milhares de sul-africanos, seja em direção às linhas de trem, seja para pegar as famosas vans.
Foi assim a movimentação no principal terminal de trem em uma das cidades que será sede de jogos da Copa do Mundo nesta semana, quando membros da Satawu junção de duas entidades do país que defendem os interesses de classes trabalhadoras reuniram-se para promover um protesto.


Apesar de mais de 90% dos trens da Metrorail terem voltado a funcionar na Cidade do Cabo (que abrigará um jogo do Grupo G, o do Brasil, entre Portugal e Coreia do Norte, no dia 21/6), após um acordo em que ficou acertado aumento de 10% nos salários de seus funcionários, tinha gente que ainda não estava conformada. “Se tivermos 13% de aumento estamos satisfeitos”, informou um dos líderes do manifesto à reportagem - o GCN Comunicação e uma TV local foram os únicos órgãos de imprensa presentes aqui na Cidade do Cabo a acompanhar a manifestação.


O protesto foi relativamente pequeno e de curta duração; durou cerca de dez minutos. Porém foi suficiente para chamar a atenção dos envolvidos e exemplificar como deve ser um manifesto.


Os policiais estavam fortemente armados acompanhando tudo, mas em nenhum momento se viu sinal de violência.

Fale com o GCN/Sampi!
Tem alguma sugestão de pauta ou quer apontar uma correção?
Clique aqui e fale com nossos repórteres.

Comentários

Comentários