Mosquito da Dengue contamina 1.116 na região


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Mesmo com o fim do período chuvoso e as inúmeras ações para combater o mosquito Aedes aegypti, a dengue continua avançando na região. Em pouco mais de um mês, o número de casos positivos quase triplicou nos municípios de Franca, São Joaquim da Barra, Miguelópolis, Orlândia e Rifaina. Juntas, essas cidades contabilizavam 484 casos em abril. Cerca de 30 dias depois, o número de pessoas infectadas pelo mosquito saltou para 1.116.


A situação mais crítica é vivida em São Joaquim da Barra onde são contabilizados 560 casos contra 12 registrados em todo o ano passado. A cidade vive uma epidemia. Na tentativa de barrar o mosquito, a Vigilância Epidemiológica de São Joaquim montou uma equipe de 35 pessoas que percorre diariamente a cidade atrás de focos do mosquito.

“Entre os meses de fevereiro e maio realizamos nove arrastões. Já coletamos cerca de 14 toneladas de lixo que poderiam servir de criadouro do mosquito”, disse o responsável pela Vigilância, Valcir Alves Costa. Até mesmo picolés são dados em troca de garrafas pets.


O avanço da dengue na cidade tem deixado a população assustada. “Antes a gente encontrava dificuldades para entrar nas casas para olhar os quintais, agora são as pessoas que estão nos ligando pedindo para que façamos uma visita quando um morador fica doente no quarteirão onde moram”, disse Costa. Além deste trabalho, 70% da cidade já recebeu a nebulização.


O mosquito da dengue também já infectou 409 pessoas em Orlândia somente neste ano. Outros 67 suspeitos estão sendo analisados. Além disso, duas pessoas morreram no último mês com suspeita de dengue hemorrágica. O trabalho de combate ao mosquito não para. Atualmente, 30 profissionais visitam os moradores. “No último mês contratamos 70 pessoas para realizar um arrastão em toda a cidade”, disse o diretor de Controle de Vetores de Orlândia, Antônio Darci Maldonado.


Em Miguelópolis, o número de casos pulou de 45 para cem em pouco mais de um mês. “Ainda aguardamos o resultado de cem suspeitas e, por isso, o trabalho de combate ao mosquito continua”, disse o coordenador da Sucen (Superintendência de Controle de Endemias), Aires Augusto da Silva.

Veja o quadro abaixo:

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