Representante de 90 panificadoras da cidade, o presidente do Sindicato da Indústria de Panificação e Confeitaria de Franca e região, Augustinho Valdemir Juliati, disse ontem que é a favor das fiscalizações do Ipem (Instituto de Pesos e Medidas), desde que elas ocorram em todos os bairros e autuem, principalmente, “quem trabalha com má fé”.
Para Juliati, o alto índice de irregularidades encontradas pelo órgão na cidade suja a imagem do setor junto aos consumidores. O sindicalista diz que defende o trabalho honesto e a punição para quem opera na irregularidade. “A operação precisa ser feita de modo uniforme e não somente nas padarias mais conhecidas, há muita concorrência desleal em outras regiões da cidade”.
Segundo o presidente do sindicato da categoria, a fiscalização precisa, porém, ser mais branda em alguns itens, em especial no que diz respeito a venda de sobremesas em potes. “Todo mundo vende um mousse por unidade, não tem como colocar peso num pote. É incoerente”, disse Juliati. Proprietário de uma padaria na região da Estação, ele diz ainda que o Ipem precisa ser mais rigoroso nas questões ligadas a ausência de cartaz informando o preço do pão, a venda do filão francês por unidade e falta de desconto da embalagem em produtos como bolos, tortas e salgados. “O sindicato defende quem está correto e vai contra quem não segue as regras. Quem trabalha certo não precisa ser fiscalizado”.
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