Todo o cuidado com a segurança em torno dos estádios da Copa do Mundo 2010 pode acabar causando transtornos aos torcedores desavisados, especialmente os brasileiros. A reportagem do GCN Comunicação esteve no Green Point, na Cidade do Cabo, e viu uma placa com uma série de itens proibidos dentro do Cape Town Stadium. A lista é longa, composta por 23 itens, dos mais previsíveis aos mais inusitados.
Fazem parte das proibições armas de fogo, facas, flechas e até guarda-chuva. E essa é para quem deseja registrar tudo lá dentro: estão proibidas até máquinas fotográficas e filmadoras. O que ainda gera dúvida é se os aparelhos de telefonia móvel serão ou não barrados, haja em vista que qualquer aparelho celular pode registrar imagens.
Torcedores mais animados também podem ter surpresas desagradáveis. Nada de sprays, buzinas, nem bandeiras. Ainda serão barrados na entrada dos estádios cachorros, copos e garrafas de vidro, bolas e seringas.
Além de estarem atentos aos itens não permitidos em cada partida, os torcedores também terão que se programar. Os portões dos estádios serão abertos três horas antes do início de cada jogo. Para garantir o bom andamento de cada uma das partidas do Mundial, será mobilizado um batalhão de mil guardas e mais 400 voluntários da Fifa trabalhando ao mesmo tempo.
PREOCUPAÇÃO TOTAL
A placa disposta logo na entrada do estádio informando sobre os itens proibidos é apenas uma evidência de como os organizadores estão levando a sério a questão da segurança. Durante a Copa do Mundo, a Marinha vai posicionar navios em pontos estratégicos para garantir que nenhum ataque aconteça pelo litoral. Os navios estarão instalados na Cidade do Cabo, em Porto Elizabeth e Durban, todas cidades litorâneas que sediam jogos do Mundial da Fifa.
O sistema de segurança deve começar a ser montado sete dias antes da competição começar. As táticas de proteção e trabalhos de emergência entre os patrulheiros da Marinha foram revisados durante um período de treinamento finalizado em abril.
Além disso, outras unidades de segurança vão trabalhar em conjunto para que as áreas de maior risco, como dos estádios, estejam protegidas. Isso inclui, por exemplo, intervenções de helicópteros armados em pontos como o Cape Town Stadium, em Green Point. Durante os treinamentos, os agentes são até estimulados a tentar invadir áreas como essa, a fim de testar o padrão de segurança sul-africano.
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