Ao longo de sete semanas vivemos o tempo Pascal, no qual recordamos a ressurreição do Senhor. Hoje celebramos o dom do Espírito Santo e a abertura da Igreja a todos os povos e nações.
Concluímos o tempo pascal e somos convidados a acolher o dom total do Espírito Santo na nossa comunidade. É o Espírito Santo que dá vida, transforma e une a comunidade, nos faz pessoas novas para o serviço da Igreja, nos ajuda a superar nossos medos e incertezas. A primeira leitura da celebração eucarística é dos Atos dos Apóstolos, capítulo 2, versículos de 1 a 11. Por vezes, as dificuldades da missão de fazer vencer a justiça e a caridade no mundo podem-nos encher de medo. Fossemos contar apenas com nossas pobres forças teríamos motivos para sermos pessimistas mas, agora, a todos nós foi enviado o Espírito Santo e sua força nos deve encher de alegria, de otimismo.
A presença do Espírito se caracterizou pelo dom das línguas. Evidentemente nós, que recebemos o Espírito Santo desde nosso nascimento e, sobretudo em nosso batismo, também o temos em nós. Mas não se trata de saber várias línguas sem fazer curso, mas de ter sabedoria para falar com amor. O cristão deve se caracterizar pela alegria e pelo otimismo. Porque a verdadeira vida não é a que vivemos no passado, mas aquela que temos agora à nossa frente.
A segunda leitura é da 1ª Carta de São Paulo aos Coríntios, capítulo 12, versículos 3b a 7 e 12 a13. Pelo Espírito Santo “formamos um só corpo”, pois, fomos batizados no Espírito Santo. Os dons que recebemos nos foram confiados por Deus não para proveito próprio, mas para benefício de todo o Corpo Místico de Cristo. São Paulo o confirma escrevendo: Como o corpo é um, embora tenha muitos membros, e como todos os membros do corpo embora sejam muitos, formam um só corpo, assim também acontece com o Corpo (Místico) de Cristo que é a Igreja.
Quando nos comprometemos a agir dessa maneira somos felizes, porque fazemos os outros felizes. Quando, ao contrário, fechamos os dons só para nós mesmos de maneira egoísta, tornamo-nos tristonhos e deprimidos. É que se perde o sentido da vida. Fomos batizados para sermos salvos, mas só nos salvaremos servindo aos irmãos.
No Evangelho de São João, capítulo 20, versículos de 19 a 23, Jesus envia o dom do Espirito Santo aos apóstolos. Começa, dessa forma, a missão de evangelizar a todos os povos, sem distinção, pois, todos são “filhos e filhas” amados por Deus.
Jesus foi para junto do Pai, mas não nos abandonou à própria sorte. Inaugurou um novo tipo de presença, mais eficiente do que quando estava na Palestina. Lá, ele estava circunscrito ao espaço que fisicamente ocupava como homem que também era. Agora, pode estar em toda a parte e, principalmente, dentro de nós. Envia-nos em missão da mesma maneira como ele foi enviado pelo Pai. Ora, esta missão se caracterizou em nos revelar a face misericordiosa do Pai. Ele ensinou que o Pai está pronto a nos perdoar tudo contanto que nos arrependamos. Estas condições são necessárias para que Cristo nos perdoe através do ministério da Igreja. A Santíssima Trindade passa a habitar em nós e usufruímos então, de sua paz.
HOJE, TARDE MARIANA
Vamos homenagear Nossa Senhora com uma Tarde Mariana no mês que lhe é dedicado. Será a partir das 15hs de hoje, na Catedral. Participe dessa bela experiência de estar aos pés de Nossa Senhora, nossa Mãe.
CORPUS CHRISTI
No dia 3 de junho celebraremos a grande solenidade de Corpus Christi. Durante todo o dia será confeccionado pelos artistas e voluntários de nossas paróquias o tradicional tapete colorido. Às 16hs será celebrada missa na Praça da Catedral e a Procissão com o Santíssimo Sacramento.
José Geraldo Segantin
Pároco da Catedral de Franca - segantin@comerciodafranca.com.br
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