Richard Michael Knight relatou que quando chegou ao território brasileiro ficou sem um tostão, por causa do Plano Collor, e teve que trabalhar por três meses em um bar na estância de Trindade, no Rio de Janeiro. Na época, ele diz ter se virado sem falar um “A” em português. Ainda no Brasil, ele chegou a dar aulas de inglês e abriu uma escola de idiomas.
Mas um dos maiores feitos dele foi ter tocado por três vezes na bateria na escola de samba Águia de Ouro, em São Paulo, cuja bandeira ele ostenta com orgulho. “Toco surdo, caixa e o que está sobrando”, afirmou (a prova disso nós vimos depois, na roda de samba).
Sentindo falta do seu país de origem, Richard voltou para a África do Sul, mas não conseguiu tirar de si o forte legado tupiniquim. Por isso, há dois anos, ele inaugurou a movimentada casa em Observatory. Hoje o Quilombo é ponto de encontro de brasileiros saudosistas e de estrangeiros apaixonados pela culinária e cultura brasileira. Às quintas-feiras dá para curtir forró e aos sábados ouve-se samba.
Até eu, Tiengo, aproveitei para dar uma “palhinha” dividindo palco com o sul-africano negro Sibusiso Mkumdlane, 39, e o sul-africano branco Richard. Um final perfeito para uma bela tarde Made in Brazil.
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