Mãe luta contra o vício do filho há 11 anos


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A destruição provocada pelas drogas não é vivida apenas pelos dependentes. Afeta diretamente os familiares. A manicure Maria* (nome fictício), 49, moradora da Zona Leste, vive o drama há anos. O marido dela morreu aos 39 anos, vítima de infarto. Deixou a mulher e os dois filhos pequenos, com 6 e 4 anos. Quando ficou viúva, não imaginava que, além das dificuldades para sustentar as crianças sozinha, teria de conviver com o filho viciado em drogas.


O primogênito, hoje com 22 anos, se tornou dependente ainda criança. Aos 11 anos, quando a escola em que estudava estava em reforma, entrava numa classe e cheirava tiner guardado com os outros materiais de construção. Do tiner, passou a fumar cigarro, maconha, consumir cocaína até chegar ao crack e álcool. “Eu subia no vaso sanitário e olhava pelo vitrô ele na varanda fumando. Não tem coisa mais triste para uma mãe do que ver um filho fazer isso”.


No ano passado, o jovem chegou bêbado em casa e brigou com a mãe e o irmão. Ela então decidiu abandoná-lo. Foi morar numa casa emprestada. Levou todos os móveis e até o chuveiro. Deixou apenas as lâmpadas e uma Bíblia na casa. “Ele sofreu. Pedia comida para os outros. Mas tive que fazer isso para ele se tratar”. O menino resolveu procurar ajuda. Foi internado numa fazenda em Guaratinguetá em outubro. Mas interrompeu o tratamento porque foi preso, dia 14 de maio, por não pagar a pensão da filha. A mãe não se conforma. “Prenderam ele em pleno tratamento. Tenho medo de que tenha uma recaída nas drogas na cadeia”.

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