O governo do Estado e o Consórcio TTBS Franca assinaram contrato, ontem, para implantação do Poupatempo em Franca. Com previsão de ser inaugurada até o fim do ano, a unidade vai oferecer em um mesmo endereço cerca de 50 serviços públicos, como emissão de RG, Carteira de Trabalho, renovação de CNH e acesso gratuito à internet. O posto terá capacidade para atender 2,7 mil pessoas por dia. O valor do investimento para a implantação (reformas no prédio, compra de móveis e insumos), gestão e pagamento de 84 funcionários ao longo de cinco anos será de R$ 25,1 milhões.
A solenidade de assinatura de contrato com a empresa responsável por gerenciar o Poupatempo foi realizada no gabinete do prefeito Sidnei Rocha (PSDB) e contou com a presença do secretário de Estado de Gestão Pública, Marcos Monteiro; dos deputados Gilson de Souza (DEM) e Roberto Engler (PSDB), de vereadores da base aliada e de secretários municipais.
Sidnei Rocha e Ary Balieiro (PTB), que dará nome ao Poupatempo de Franca, estiveram juntos no evento. Por meio de um projeto de lei apresentado por Gilson de Souza, a unidade receberá o nome do vice-prefeito. “É uma maneira de homenagear em vida uma pessoa com tanta história como o doutor Ary”, disse o deputado.
O Poupatempo é uma iniciativa do governo de São Paulo que se destaca pela qualidade e agilidade no atendimento. Devido ao sucesso e aprovação da população, o modelo foi copiado por outros estados. Sediado em Franca, o posto atenderá a uma população estimada em 510 mil habitantes de dez cidades da região. Serão oferecidos serviços do Instituto de Identificação Ricardo Gumbleton Daunt, Detran, Secretaria do Emprego e Relações do Trabalho, Acessa São Paulo e Banco do Brasil. “O Poupatempo sempre teve uma filosofia de trabalho: respeito ao cidadão”, resumiu Marcos Monteiro.
O posto será instalado na antiga sede do Comércio da Franca, localizada na Rua Ouvidor Freire, no Centro. Os estudos iniciais para instalação da unidade de Franca chegaram a considerar a possibilidade de o serviço ficar no prédio onde funcionou a Unesp, mas o modelo de construção não foi aprovado.
A decisão de instalar o Poupatempo num imóvel alugado provocou algumas críticas que foram rebatidas, ontem, nos discursos das autoridades. “Ninguém briga mais do que eu pela liberdade de imprensa, mas, às vezes, segmentos não pesquisam e falam ou escrevem besteira. O Poupatempo não poderia ser na Unesp porque o prédio antigo é cheio de salas. Como é tombado, não dá para derrubar as paredes. É preciso ser em um barracão para poder oferecer o pronto-atendimento”, disse Sidnei Rocha. “Não é um serviço da Prefeitura, mas estou esclarecendo porque, às vezes, a gente fica com pena de pessoas que escrevem ou falam bobagem. O pior é que querem induzir o povo e mostrar que tem razão. Não tem”, completou.
O secretário estadual Marcos Monteiro também usou parte de seu discurso para rebater críticas feitas por setores que desconhecem a real forma de investimento dos R$ 25 milhões. “Este é o recurso total que vamos investir em cinco anos. Tem a construção, o mobiliário, a área de informática e de logística, além do custeio do gerenciamento. Quando li uma matéria de que um ‘especialista’ havia criticado por entender que o recurso era alto, eu gostaria de questionar a competência do especialista”. Apenas parte do valor total será destinada efetivamente para a reforma do imóvel e pagamento de alugueis.
Pelo contrato assinado na manhã ontem, o consórcio responsável terá prazo para concluir as obras até o fim de dezembro. Foi estipulada, no entanto, a data de 15 de novembro para se fazer a inauguração do serviços em Franca.
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