Acompanhar de perto o maior evento do futebol do mundo, a Copa, não é um privilégio de muitos, mas quem consegue viajar e assistir aos jogos não se esquece nunca da emoção vivida durante os 90 minutos dentro de um estádio e acaba sempre voltando. Além do espetáculo de estar em tempo real com os jogadores da seleção do seu país, tem ainda a energia, a vibração e a festa da torcida embalando o jogo.
Foi assim com o analista de logística do Magazine Luiza, Franco Bittar Garcia, 26, que, aos 10 anos, viajou pela primeira vez para ver uma Copa do Mundo, nos Estados Unidos. Após ver o Brasil levantar o título de tetracampeão na América do Norte, nunca mais sossegou durante o Mundial. Das Copas realizadas após 1994, Franco só não esteve presente em uma, em 2002, no Japão e na Coreia. Ao lado da família, principalmente do pai, Wagner Garcia, diretor do Magazine Luiza e apaixonado por futebol, o analista de logística esteve em 1998 na França e em 2006 na Alemanha.
Neste ano o analista ainda não sabe se vai ver a Copa na África do Sul, mas tem esperança de estar entre os francanos que vão para a o continente. “Eu não comprei pacote nenhum, mas quem sabe ainda não acabo aparecendo por lá”, brinca Franco.
Foi assim em 2006, quando também não esperava viajar para a Alemanha, mas recebeu um convite para assistir Brasil e Gana nas oitavas de final. Ele teve alguns minutos para decidir se aceitava viajar ou não. O detalhe é que caso aceitasse - o que, claro, aconteceu -, ele teria que arrumar as malas no mesmo instante, viajar para São Paulo e embarcar para a Europa no mesmo dia. “Claro que eu topei, fiz a mala, coloquei a (camisa) amarelinha e fui. Após viajar mais de 12 horas de avião, cheguei na Alemanha, peguei um taxi e viajei por uma hora até Frankfurt, onde fiquei hospedado, deixei a mala no hotel, corri até a ferroviária e viajei mais duas horas de trem até Dortmund, onde seria o jogo”, conta.
Franco conseguiu chegar a tempo para ver parte do primeiro tempo e a vitória do Brasil por 3 a 0, com um gol de Ronaldo. “Foi demais esse momento, apesar de muito cansativo, mas valeu a pena. Depois disso voltei ao hotel e no dia seguinte peguei o vôo de volta ao Brasil”.
O alto custo de uma viagem internacional, das passagens aéreas, hospedagem e dos ingressos para assistir aos jogos inviabiliza o sonho da maioria em assistir de perto uma Copa. Hoje, quem quiser ir para a África do Sul ver o Brasil lutar pelo hexacampeonato vai ter que estar disposto a colocar a mão no bolso. Assistir todos os jogos que a seleção verde e amarela disputar, 33 dias de hospedagem e passagens aéreas para o continente africano não sai por menos de R$ 37 mil.
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