Corregedoria deve arquivar investigação contra Wanir


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MAIS TRANQUILO - O delegado Wanir José da Silveira deixará de ser alvo de investigação na Corregedoria da Polícia Civil: agora, resta processo movido pelo Ministério Público
MAIS TRANQUILO - O delegado Wanir José da Silveira deixará de ser alvo de investigação na Corregedoria da Polícia Civil: agora, resta processo movido pelo Ministério Público

A Corregedoria da Polícia Civil deve arquivar o inquérito que apura o envolvimento do delegado Wanir José da Silveira Júnior, ex-seccional de Ribeirão Preto, e de outros cinco investigadores da DIG (Delegacia de Investigações Gerais) de Franca no crime de extorsão a pessoas envolvidas com desmanches de veículos e comercialização de CDs e DVDs piratas. A afirmação foi feita na tarde de ontem pelo delegado Marcus Camargo de Lacerda, titular da 3ª Corregedoria Auxiliar de Ribeirão Preto.


Segundo ele, o arquivamento foi motivado pela recusa da Justiça em atender ao pedido de quebra do sigilo fiscal e bancário dos policiais. A decisão foi tomada pelo Tribunal de Justiça no último dia 24. A Corregedoria contava com a informação sobre a movimentação financeira dos suspeitos como “providência fundamental para a apuração do crime”. “Da forma como estão, as acusações não procedem”, disse Lacerda. O caso deve ser encaminhado também à Promotoria de Justiça.


A investigação teve início em 26 de julho de 2008. Na ocasião, Marcelo Henrique Rodrigues - preso no CDP de Ribeirão Preto, acusado em 45 processos de estelionato e furto - teria delatado o esquema de corrupção ao Ministério Público de Franca.


Apesar do fim inquérito dos CDs e DVDs piratas na Corregedoria, ainda resta contra Wanir a acusação de extorsão feita pelo Gaeco (Grupo de Atuação Especial para a Prevenção e Repressão ao Crime Organizado) em setembro de 2008. Segundo a denúncia, o delegado teria agido junto com o advogado Raimundo Alberto Noronha para extorquir um comerciante suspeito de ser o mandante de um roubo de carga. Para não ser preso, ele teria pago R$ 115 mil para o advogado. Ainda de acordo com a acusação, Wanir teria assistido a negociação e, após o acerto do pagamento a Noronha, indiciado o comerciante por receptação, em vez de roubo, deixando-o livre.


Nesse segundo caso, o delegado corregedor disse não conhecer oficialmente a apuração realizada pelo grupo de promotores e espera a orientação do secretário de Segurança Pública, Antônio Ferreira Pinto, sobre o que deve se feito. “O Tribunal determinou que o secretário fosse informado sobre o início do processo. Somente por ordem dele poderemos instaurar um processo administrativo disciplinar”, explicou Lacerda.


Procurado na tarde de ontem, o Ministério Público afirmou que só se manifestará sobre o caso após o retorno do processo a Franca. Atualmente, os documentos se encontram no Tribunal de Justiça, na capital paulista.

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