A prisão temporária de três integrantes de uma quadrilha levou a polícia a esclarecer cinco roubos praticados pelo bando. Há suspeitas de que os marginais tenham agido em pelo menos dez assaltos na cidade. Os três criminosos, entre eles uma mulher, foram reconhecidos pelas vítimas e estão recolhidos na cadeia. A polícia já identificou outros dois acusados que estão foragidos. Um deles, foragido da Justiça, é o líder da quadrilha.
As investigações dos policiais Marcos Euclides e Renato, da DIG (Delegacia de Investigações Gerais), culminaram na identificação de cinco assaltantes, moradores no Jardim Ana Dorotheia e Parati. Eles agiram em estabelecimentos e chácaras nos últimos meses. Um deles, o desempregado PBS, 41, ostenta em sua ficha criminal passagens e condenações por diversos crimes. "É um indivíduo perigoso que age ao lado de seus parceiros com violência e tortura psicológica contra as vítimas. Já identificamos cinco assaltos praticados por eles e acreditamos que existam pelo menos outros quatro roubos", disse o investigador Marcos Euclides.
Dos cinco assaltantes, três estão atrás das grades. Todos foram presos no início da semana. São eles a dona de casa DAS, 27, e LRO, 20 anos. "A mulher ajudava o bando vigiando os locais enquanto eles agiam. Em alguns casos ela chegou a entrar nos estabelecimentos antes das invasões e depois passava informações de como estava o local para seus comparsas", disse Euclides.
A maior parte dos roubos esclarecidos até o momento ocorreram na zona leste. Os criminosos foram reconhecidos em ataques contra um caminhão que estava entregando mercadorias no Jardim Parati em meados de abril, a uma distribuidora de frios em fevereiro deste ano, a duas chácaras localizadas em condomínios às margens da Rodovia João Traficante, que liga Franca a Ibiraci (MG) e a uma farmácia na Vila Santa Luzia.
PRISÕES DECRETADAS
A polícia procura por dois integrantes da quadrilha. Eles já foram identificados e estão com suas prisões preventivas decretadas. Um deles seria o líder do bando. O desempregado WDS é considerado o mais perigoso entre eles. "Ele tem passagens por assaltos, um homicídio ocorrido na década de 90 na Vila São Sebastião e furtos. O rapaz é fugitivo da Penitenciária de Marília (SP) e estava comandando o grupo. Numa tentativa de prendê-lo, ao chegarmos numa chácara onde ele se escondido, não achamos nada. Ele fugiu e deixou para trás a arma usada em quase todos os roubos, um revólver calibre 357 que foi apreendido", disse o investigador.
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