A descoberta do fogo


| Tempo de leitura: 2 min

Os povos primitivos não sabiam fazer fogo e tinham muito medo dos raios. Os raios incendiavam florestas mas os homens não entendiam o que era aquilo e fugiam. Foi depois de muito tempo que começaram a tentar. Batiam uma pedra na outra, saíam faíscas, chegavam gravetos bem perto, obtinham chama. Era um fogo mais tranquilo que o dos incêndios. Era um fogo controlável.


Com o fogo os homens enfrentavam melhor o frio. E logo descobriram que era possível assar carnes. Também esquentar água e cozinhar raízes. Até a descoberta do fogo, comia-se tudo cru: carnes, raízes, frutos. Descobrir que os alimentos tornavam-se melhores depois de cozidos foi também muito importante.

Cozidos, assados ou defumados, os alimentos se conservavam melhor, não estragavam com facilidade. Os homens podiam fazer pequenos estoques. Já não brigavam tanto por causa de comida. Conseguiam se reunir ao redor da fogueira e conversar. Passaram também a dividir tarefas.

A divisão de tarefas foi capítulo muito importante na história da humanidade. Havia os que saíam em busca de caça e os que permaneciam ao redor do fogo para mantê-lo. Quando os caçadores voltavam, os que tinham ficado assavam a caça. Todos dividiam o alimento e passaram a viver melhor em grupo.

É preciso pensar que o organismo humano gastava muito mais energia para fazer a digestão de alimentos crus. Os cozidos tinham digestão mais fácil. Assim, a energia que se gastava antes foi economizada e endereçada ao cérebro. Os cientistas acham que foi com esta reserva de energia que o cérebo humano pode crescer. A espécie humana passou a evoluir mais depressa do que tinha evoluído até então.

Com o estômago cheio, corpo bem quentinho, mais protegido dos animais selvagens (que tinham medo do fogo e não se aproximavam), o homem passou a dormir mais e melhor. Todos sabem que o sono é importante para a memória. Dormindo melhor, o homem acumulou mais memórias e começou a sonhar. A partir daí começava um novo capítulo de sua história de evolução.

Fale com o GCN/Sampi!
Tem alguma sugestão de pauta ou quer apontar uma correção?
Clique aqui e fale com nossos repórteres.

Comentários

Comentários