Recentemente fui rever Curitiba, cidade em que morei na década de 50 do século passado. Com a capital do Paraná estabeleci alguns preciosos vínculos, entre eles, o fato de lá ter nascido meu segundo filho, Flávio, no antigo Hospital Victor do Amaral.
Por falta de bons acontecimentos na vida do Brasil, ou melhor, pelo excesso de maldade que nele vem se espalhando nos últimos tempos por culpa de políticos, corruptos e adjacentes, tenho sido bastante ácido nos artigos deste nobre espaço. Meu desejo seria outro, mais próximo de carícias, elogios, amores, engajado em achar a vida bela. Abrirei especial parêntese para mandar flores aos leitores da página de Opiniões & Debates, se me permite o editor Luiz Neto.
Voltando a Curitiba que deve ser avaliada antes e depois do arquiteto e urbanista Jaime Lerner, hoje merecendo louvor internacional pela cátedra em urbanização, justifica orgulho de sua gente em receber visita de administradores do mundo para direcionar ações urbanísticas. Assim, pode-se constatar uma cidade alegre e florida em seus canteiros centrais de avenidas limpas e bem cuidadas aonde se tem visão bonita e colorida a gerar boas energias à população.
Eu não hesitaria em afirmar que uma cidade bonita e alegre na qual pessoas vivem felizes, ocorreria melhores relações humanas e extinção de vandalismo e violência.
No momento presente, gozamos o prazer de visualizar nossa cidade de Franca vivenciando período de reformulação para destacar seus encantos, esforço da atual administração na execução de recapeamento de ruas há muito ignorado pelo poder público. Merece aplauso à decisão de sinalizar o solo com faixas amarelas e brancas dotando motoristas e pedestres de maior segurança, além de tornar a comunidade mais alegre e receptiva no cotidiano. Que o exemplo venha a servir de incentivo aos motoristas no sentido de aprimorar sua educação, gestos cidadãos, poupadores de vidas e lágrimas com origem na violência ainda aqui praticada no trânsito.
Este jornal, recentemente, em matéria especial de alto valor estatístico, divulgou um levantamento bastante atual de nosso desenvolvimento imobiliário. A publicação indicava o número de novos loteamentos e nomenclatura de bairros. Os números causaram enorme surpresa a muitos leitores que não conheciam a grandeza do crescimento. Na busca de mais saber sobre o assunto visitei alguns locais e constatei a boa vontade de loteadores poucos - em dotar a cidade de projetos que contemplam o social.
Além da área instituída pelo poder público, libera outras em benefício do bairro e sua população. É o caso do Jardim Piratininga.
O projetista criou espaço para pista de caminhada, executou a obra com as regras técnicas adequadas, sítio verde, bancos, placa estimulando preservação do meio ambiente e iluminação.
Esperemos que o exemplo seja largamente copiado, incluindo também as necessárias ciclovias.
Garcia Netto
Jornalista
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