Acordo entre sindicatos garante reajuste de 7,3% para sapateiros


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DE ACORDO - Imagem de arquivo mostra assembleia realizada pelo Sindicato dos Sapateiros para avaliar reajuste salarial: categoria aprovou e aumento deve sair em junho
DE ACORDO - Imagem de arquivo mostra assembleia realizada pelo Sindicato dos Sapateiros para avaliar reajuste salarial: categoria aprovou e aumento deve sair em junho

Depois de quatro meses de discussões, disputa interna entre dois sindicatos e de intervenção judicial, patrões e empregados chegaram a um acordo e parecem ter colocado um ponto final nas negociações salariais dos sapateiros deste ano. Ficaram acertados um reajuste de 7,3%, piso salarial de R$ 610 e abono escolar de R$ 160. A correção será retroativa a 1º de fevereiro. A convenção será assinada entre as partes e encaminhada ao Tribunal Regional do Trabalho, quinta-feira, para homologação.


A negociação salarial dos sapateiros começou em fevereiro e se arrastou aos tribunais por causa de conflitos entre os dois sindicatos que lutam pelo direito de representar a categoria. De um lado, ficou a entidade mais antiga, situada na Rua Padre Anchieta, que é presidida por Sebastião Ronaldo. Do outro, a entidade liderada por Fábio Cândido. Por causa do impasse, o Sindifranca (Sindicato da Indústria de Calçados de Franca) chegou a suspender as conversas.


No fim de março, o Tribunal Regional do Trabalho entrou no caso e chamou para si a responsabilidade de resolver o reajuste de salários. O desembargador Luiz Antônio Lazarim deu prazo até o dia 5 de abril para os dois sindicatos dos trabalhadores apresentem as propostas salariais da categoria. Foi a própria Justiça quem apresentou os valores para conciliação.


Inicialmente, havia sido acertado que a data-base mudaria de fevereiro para 1º de março, o que não vai se concretizar. O reajuste, o piso salarial e o abono escolar sugeridos pelo TRT serão mantidos. “Fizemos uma assembleia sexta-feira e a categoria concordou com a proposta. Se eles não pularem fora, vamos assinar o acordo até o dia 20”, afirmou Sebastião Ronaldo.


Fábio Cândido também está otimista e não acredita em novos desdobramentos. “A proposta foi formalizada em ata. Agora, as três partes vão assinar e protocolar o documento do Tribunal. No dia 25 já serão pagas 45 horas de participação de lucros e resultados”.


O presidente do SindiFranca, José Carlos Brigagão do Couto, afirmou que as empresas já foram informadas do acordo e que a diferença salarial será paga até o dia 5 de junho. “Isto é oficial, já está valendo. Há uma ata garantindo os percentuais aos trabalhadores. No dia 20, vamos apenas oficializar o acordo. Acertamos o reajuste sobre o salário de 31 de janeiro. As antecipações serão compensadas e as empresas terão de pagar as diferenças de fevereiro, março e abril”.


Devido ao impasse nas negociações, algumas se anteciparam ao acordo e concederam reajustes aos seus funcionários. Quem deu valor abaixo dos 7,3% terá de pagar a diferença. Os empresários que concederam reajuste acima deste percentual, não serão recompensados. “Será considerado como aumento real”, finalizou Brigagão.

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