Aproveito o texto de vice-prefeito Ary Balieiro e seu filho (leia em http://www.comerciodafranca.com.br/materia.php?id=56201), para também falar de um sonho e de um pesadelo. O pesadelo é o que vem acontecendo com nossos adolescentes, vítimas do engodo que políticos teimam em armar para que acreditemos que estão fazendo algo pela Educação deste País. O engodo está na forte campanha publicitária que os governos federal e estadual encabeçam, divulgando ações que segundo eles " "transformaram e estão transformando" a educação brasileira. Quem conhece a rotina escolar, professores, coordenadores e gestores, tem outra versão para o cenário escolar, bem diferente da que é pregada, mas é necessário dizer que os professores têm uma parcela considerável de culpa. Somos uma classe que não possui representatividade política capaz de produzir mudanças reais nas escolas e na carreira docente. Depositamos nossos votos em leigos em educação, que tomam decisões e legislam de forma equivocada assessoradas por pessoas que, na maioria das vezes, estão fora do ambiente escolar ou que pouco conhecem sobre o dia a dia das instituições de ensino. Votamos em engenheiros, arquitetos, empresários, juristas e até em cantores de forró, costureiros em decadência profissional e em analfabetos. Raros colegas colocam o nome à disposição para cargos nas casas legislativas já que pouquíssimos de nós se interessam por política. Atitude errada! Tivéssemos um contingente de professores capaz de brigar pelas causas educacionais, ganharíamos mais respeito e seríamos finalmente ouvidos. Um bom exemplo está nos candidatos para o próximo pleito. Quantos pertencem à educação? Meu sonho são professores encorajados e engajados na vida pública, com fôlego para iniciar uma verdadeira mudança para o ensino brasileiro.
Luís Alexandre Machado
Franca - SP
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