Ascensão do Senhor


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Neste domingo fazemos memória da subida de Jesus aos céus, vivendo o sentido mais profundo de sua ressurreição e da missão que Ele nos confiou. Porque Ele se fez servo, o Pai o elevou como Senhor de tudo e de todos. Nele todo o universo encontra seu sentido e sua referência.

 

A primeira leitura da missa é dos Atos dos Apóstolos, capítulo 1, versículos de 1 a 11. Conta-nos que Jesus foi levado aos céus à vista dos discípulos. Jesus ressuscitou e logo foi para junto de seu Pai, como profetizara muitas vezes: "ainda por um pouco de tempo estou convosco e então vou para aquele que me enviou".


Lucas, ao narrar este fato, não quer fazer uma cobertura jornalística. Usa como modelo a cena do rapto de Elias para descrever uma realidade que não lhe era possível contar com detalhes.


No v. 11, põe na boca de anjos a orientação para os que esperavam para breve o final do mundo e, por isso, não queriam mais trabalhar e se desinteressavam pelas coisas terrenas. É pelo trabalho e pela fidelidade à doutrina de amor que subiremos das coisas terrenas para as celestes.


A segunda leitura é um trecho da carta de São Paulo aos cristãos de Éfeso, capítulo 1, versículos de 17 a 23. A Ascensão não é, portanto, uma festa do Senhor para ficarmos olhando para o céu, mas, ao contrário, para estarmos presentes junto a nossos semelhantes, entre os quais devemos tornar presente a obra do Mestre.


Paulo, então, pede a Deus sabedoria para que suas comunidades compreendam que Cristo é a Cabeça da Igreja e nós, seus membros.


Exorta os cristãos a não se descuidarem das obrigações concretas deste mundo, mas por outro lado, não se esquecerem também de que a vida deles não está limitada aos horizontes deste mundo.


O evangelista Lucas, no capítulo 24, versículos de 46 a 53 nos revela que a Ascensão do Senhor é a festa que marca o fim do tempo de Jesus. Ele cumpriu tudo o que o Pai lhe determinou e passou para os discípulos a missão que continua conosco, hoje: "testemunhar sua Palavra".


Anunciar a doutrina de Jesus, porém, não significa fazer ou ouvir a pregação do domingo, mas testemunhar com nossa vida a doutrina de amor de Jesus.


Sabemos que temos a força de Deus conosco: "todo poder me foi dado no céu e na terra", mas não pensemos que estamos milagrosamente protegidos das contrariedades, não ficamos isentos das doenças e das lutas da vida.


Nossa fé no Cristo, morto, ressuscitado e elevado aos céus, não nos dá direito a estarmos isentos das angústias que todas as pessoas experimentam como sucedeu ao próprio Cristo.


Não obstante todas as perseguições, sofrimentos físicos e morais, os apóstolos ficavam contentes de poder sofrer por seu Mestre. Se a bênção de Jesus se derramou sobre nós e sobre nossa comunidade, sintamo-nos felizes mesmo nas dificuldades e nos fracassos aparentes.

 

16º CONGRESSO EUCARÍSTICO
Hoje encerra-se o 16º Congresso Eucarístico Nacional em Brasília. O tema do Congresso "Eucaristia, Pão da Unidade dos Discípulos Missionários" é um apelo à reflexão dos discípulos a que se encontrem com Cristo na eucaristia.


TARDE MARIANA
O mês de maio é dedicado a Nossa Senhora. A Igreja procura, com criatividade, valorizar esta devoção. No dia 23 de maio, das 15h às 17h, na Catedral, celebraremos a "Tarde Mariana". Com catequese, cânticos e orações somos convidados a meditar sobre o papel de Nossa Senhora no mundo, na Igreja e na vida dos cristãos. Participe e leve sua família.


VIGÍLIA DE PENTECOSTES
No próximo sábado, 19h, na Catedral, celebre a Vigília de Pentecostes. Nessa vigília celebramos a confirmação da Igreja com o derramamento de luz e de fogo que Deus fez sobre a primeira comunidade.


UNIDADE DOS CRISTÃOS
A partir de hoje também se inicia a Semana de Oração pela Unidade dos Cristãos. O tema desta semana inspira-se no evangelho de hoje. "Vocês são testemunhas destas coisas". Ao celebrarmos neste ano o centenário da Conferência de Edimburgo que deu início ao Movimento Ecumênico, somos chamados a dar testemunho de tudo que neste século se fez em favor da unidade dos cristãos.


PENSAMENTO
"Que todos sejam um" (Jo 17,21).

 

José Geraldo Segantin
Pároco da Catedral de Franca - segantin@comerciodafranca.com.br

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