No dia 24 de dezembro de 2009, por volta das 15h30, o motorista Charles Reis Peres, 27, circulava de moto pela Rua Francisco Marques quando um carro Fiesta deu seta para entrar à direita e virou para a esquerda. Neste momento, colidiu na motocicleta de Charles, que não se machucou, mas teve despesas para consertar os estragos na moto. Charles diz que tentou por várias vezes ligar para o telefone fornecido pela motorista, cunhada de Daisy Cristina Medeia, 45, dona do carro, mas alega que estava sempre desligado. Depois de três meses de tentativas, decidiu recorrer à Justiça para ser ressarcido.
Entrou com um processo contra Daisy para receber os R$ 750 de despesas com a oficina. Ingressou com a ação em março de 2010. Ontem, dia 12 de maio, esteve no Fórum “Alberto Azevedo” para tentar um acordo com Daisy no Juizado Especial Cível. Conseguiu.
Na presença da conciliadora Ivete Conceição Borasque de Paula, Charles esteve acompanhado da advogada Magali Barcelos. Daisy compareceu à audiência de conciliação com a advogada Jaqueline Vieira. Em menos de dez minutos, entraram num acordo sobre o valor a ser ressarcido a Charles.
Primeiramente, Daisy se propôs a pagar R$ 400, parcelados em quatro vezes de R$ 100. A advogada de Charles, Magali Barcelos, disse que ele não se opunha ao parcelamento, mas o valor estava muito menor do que o gasto com o conserto da moto. Depois de conversarem, ficou acordado que Daisy pagará R$ 600, em seis prestações. O pagamento deverá ser feito por depósito bancário, todo dia 10, a partir de junho. “Achei o resultado satisfatório”, disse Charles.
O tempo restante foi reservado para que o escrevente formalizasse o acordo e as partes assinassem o documento. Se Daisy descumprir o combinado poderá ser denunciada por Charles. “Tenho de pagar. É uma dívida que terei de assumir”, disse Daisy.
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