A derrota do Vivo/Franca para o Flamengo por 86 a 85, na terça-feira, não apenas calou os quase 4 mil torcedores presentes no Ginásio do Poliesportivo, mas também tirou a chance da equipe de tentar do NBB 2009/2010. O time não é campeão nacional há 11 anos. O último título foi em 1999, em cima do Vasco, com vitória por 3 a 2 na série final melhor de cinco jogos.
O torcedor francano, conhecido como profundo conhecedor das regras do basquetebol, continua questionando se o lance de três pontos do ala Marcelinho, que decretou a derrota do Vivo/Franca na terça-feira, não poderia ter sido evitado com uma falta. O time francano estava à frente do placar (85 a 83) faltando 19 segundos para o fim do jogo, mas com a cesta de três pontos o Flamengo ganhou o confronto.
Douglas, que trabalha como cortador de vaquetas e é morador no Jardim Paraty, expressou o que a maioria dos torcedores presentes no ginásio gostariam de falar. “Não sei o motivo (de não ter feito falta). Nosso time podia fazer a falta e não fez. Ainda faltavam mais de 15 segundos para terminar e se eles acertassem o lance livre, ainda assim a chance era nossa de ganhar o jogo ou até ir para a prorrogação”, lamentou o torcedor em entrevista à Difusora (AM 1030 kHz) no dia da partida.
O técnico Hélio Rubens Garcia não concorda. “Fazer falta no lance era uma opção que a gente achava inconsistente. Porque que nós vamos dar lance livre ao Flamengo quando estávamos na frente. Iríamos dar chance de eles empatarem o jogo. Tá certo que teríamos em seguida a posse de bola, mas estávamos vencendo a partida. O que tínhamos de fazer era um defesa pressionada, provocando no Flamengo o drible para dentro da área. A estratégia era esta, mas não deu nem tempo de fazer a marcação-pressão porque o Marcelinho fez uma arremesso de grande longa distância, coisa difícil de acertar, e ele marcou”, justificou.
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