Delegado procura universitário envolvido em tragédia


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NOVA VIDA - Paulo Monteiro de Almeida posa para foto com um brinquedo na mão. Recuperação de sua saúde continua
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O estudante Thiago Terue Kuratani, 20, acusado de atropelar cinco pessoas e causar a morte de quatro delas em outubro do ano passado em Franca ainda não foi indiciado, revelou ontem o delegado João Walter Tostes Garcia. O inquérito que apura as circunstâncias do acidente segue aberto no 2º Distrito Policial, aguardando o indiciamento do jovem por homicídio doloso (com intenção de matar). O pedido para que fosse indiciado foi enviado para Piracicaba (SP), mas como o universitário mudou de endereço, uma nova carta precatória teve de ser encaminhada desta vez para São Paulo. A conclusão do procedimento depende da localização de Kuratani.


O inquérito policial, que tramita há mais de seis meses, ainda ficou parado quase sessenta dias em razão do advogado de defesa do rapaz impetrar um habeas corpus para alterar a tipificação do crime cometido. "Esta demora se deu em decorrência do advogado ter entrado na Justiça solicitando que prevalecesse o entendimento dele, ou seja, o indiciamento por homicídio culposo (sem intenção de matar). Ele perdeu e prevaleceu o entendimento da polícia. Agora o inquérito segue com pedido de indiciamento por dolo eventual", disse Tostes. Somente após o universitário ser oficialmente informado de seu indiciamento é que o inquérito será remetido à promotoria pública.


No dia do acidente, 31 de outubro do ano passado, Kuratani afirmou em depoimento que consumiu álcool até às 6 horas da manhã. Na tarde do mesmo dia, ele perdeu controle do veículo que dirigia e atropelou pessoas que estavam às margens da Rodovia Cândido Portinari, proximidade do pontilhão da Vila São Sebastião, esperando ônibus para Pedregulho. Morreram no atropelamento Maria Diva da Cruz Souza, 60; seu marido José Eurípedes de Souza, 56; Márcio da Silva Batista, 20, e o caseiro Alvimar Cardoso de Almeida, 42. O único sobrevivente da tragédia, Paulo César Monteiro de Almeida, 21, ficou internado três meses na UTI da Santa Casa e saiu em janeiro deste ano.


Após ser detido e apresentado no plantão policial, o estudante não aceitou fazer o exame de bafômetro e muito menos a coleta de sangue para o teste de dosagem alcóolica. Ele era estudante de agronomia e um dos coordenadores do Caipirusp, competição entre alunos universitários.


Até o momento o delegado que preside o inquérito não teve resposta da Polícia Civil da capital paulista sobre a conclusão do procedimento de indiciamento. Durante toda a terça-feira, a reportagem do GCN Comunicação buscou localizar João dos Reis Neto, advogado que defende Thiago Kuratani, segundo o delegado João Walter Tostes. Foram feitas várias ligações para seu escritório, localizado em Taboão da Serra (SP). Recados foram deixados com uma secretária ainda de manhã, mas não houve retorno.

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