Eu sou cantor


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Nanda Bel
Nanda Bel

Eles são jovens, dinâmicos, talentosos e... de casa, moradores em Franca. Uma legião de novos talentos francanos dispara no cenário musical e ganha os palcos do Brasil. Eles têm até 27 anos, talento e muita disposição. Três deles se apresentarão na maior festa agropecuária do município, a Expoagro, que começa amanhã e segue até o dia 23. Nanda Bel, Felipi & Carboni, Luiz & Luciano e Bruno Nunes vivem um momento de ascensão na carreira artística.


Como qualquer outra profissão, a de cantor não foge ao trinômio esforço, dedicação e perseverança. Se a frase do pensador russo Léon Tolstoy "se queres ser universal, começa por pintar a tua aldeia" fizer algum sentido, a lição de casa está cumprida por esses cantores. Por aqui é difícil quem não os conheça - e se encante. Mas nem tudo são flores. As dificuldades do início de carreira são quase unânimes.


Quando começaram a carreira, há dez anos, Luiz e Luciano, com 27 e 25 anos, respectivamente, eram presenças frequentes em bares e festas religiosas. "A gente começou a tocar em lugares pequenos, barzinhos, quermesses e festas de igreja. A maior dificuldade era ter espaço para nos apresentarmos sozinhos, pois sempre tínhamos que dividir o palco com alguém. Até que tudo aconteça demora um pouco", disse Luciano. Diferente, a rotina de Luiz e Luciano inclui trabalhos paralelos - um trabalha com vendas e materiais hidráulicos e o outro está no ramo da telefonia - e os ensaios são reduzidos. "Não ensaiamos com muita frequência. É entre uma e duas vezes por mês e fazemos uma média de sete shows mensais", afirmou Luciano.


Bruno Nunes, 27, seis anos de carreira, conta que o mais difícil era lidar com promessas nem sempre reais, algo comum no meio artístico. "Era muita porta na cara, promessas não cumpridas e a rotina de ralação nos barzinhos, onde tinha que cantar de quatro a cinco horas com um pequeno intervalinho. Hoje, é bem diferente, faço um show de duas horas e meia. Faço uma média de sete a oito shows por mês", afirma Nunes.


Nanda Bel, 22, conta que seu início foi diferente. "Nunca fiz participações em barzinhos, por exemplo". Ela se lançou profissionalmente com um show no Castelinho e de lá para cá, soma conquistas. "Teve tantas coisas legais, mas o show de lançamento, com quatro mil pessoas, foi especial. Assim como a participação na comemoração do Dia do Trabalhador no ano passado, em São Paulo, onde tinha um milhão e meio de pessoas. Fiz um show, este meu mesmo, este ano em Itanhaém (SP) para 15 mil pessoas e agora já estou com frio na barriga por causa do próximo show, domingo, na Expoagro. Ele também será muito especial".


Sua rotina inclui aulas de técnica vocal (duas vezes por semana), de violão (uma vez por semana), balé e jazz (de segunda a quinta-feira), além de condicionamento físico. "Fora isso, me divido entre ensaios e shows (cerca de quatro ao mês nesta época do ano)".


A dupla Felipi & Carboni também se dedica exclusivamente à música. Os francanos têm 25 e 26 anos, cantam individualmente há cerca de 15 e, juntos, há dois. "O mais difícil no início foi encontrar uma identidade. Hoje, graças a Deus vivemos da música, estudamos - somos autodidatas -, ensaiamos todas as segundas-feiras e fazemos uma média de oito a dez shows por mês", disse Filipi.


As dicas para a voz vêm de Bruno Nunes, que também tem trabalho paralelo, em uma fábrica de calçados. "Bebo chá de gengibre, faço gargarejo com romã, bebo muita, muita água e, antes do show, comer maçã é sempre bom".

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