Cursos ampliam orçamentos e melhoram vidas


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MUDANÇA DE VIDA - Vildania Alves Vilela, 44, trocou a costura de sapatos pela vida de cabelereira e manicure. Viu aumentar a renda e a auto-estima
MUDANÇA DE VIDA - Vildania Alves Vilela, 44, trocou a costura de sapatos pela vida de cabelereira e manicure. Viu aumentar a renda e a auto-estima

Até 2006, Vildania Alves Vilela, 44, vivia com a incerteza do mercado calçadista para ganhar no máximo R$ 200 com a costura de sapatos. Desanimada com o trabalho, começou a ficar depressiva porque não conseguia ajudar o marido com as despesas da casa. Com a ajuda do CRAS (Centro de Referência de Assistência Social) Sul, passou a frequentar um curso de cabeleireira que contribuiu até para melhorar sua autoestima. Formada, Vildania foi literalmente à caça dos clientes. Resultado: a renda familiar antes em torno de R$ 500 saltou para mais de R$ 900.


Dispondo do novo rendimento, ela comprou o tão esperado armário da cozinha modulado, renovou o guarda roupa e se matriculou em um curso de pintura em tela. “Era o meu sonho e hoje com o dinheiro que consigo com os cortes e as unhas tenho condições de pagar pelo curso”, disse Vildania que, além de cabeleireira, também é manicure e vai pessoalmente até a casa das freguesas. O segundo curso aconteceu no ano passado e foi decisivo para a melhoria de renda da família. Vildania é casada e mora no Jardim Aeroporto III com o marido.


Animada com os novos ganhos, a ex-costureira de sapatos quer agora se aperfeiçoar na profissão para poder progredir ainda mais. Em curto prazo, pretende fazer um terceiro curso na área de beleza, dessa vez de maquiagem. Outro projeto é abrir seu próprio salão. “Hoje não tenho condições, mas se olhar quatro anos atrás a situação era pior. Posso dizer que melhorei de vida e vou conseguir realizar esse novo sonho”.


FUNDO SOCIAL
Presidente do Fundo Social de Solidariedade, a primeira dama Diva Faleiros Rocha diz que os cursos de geração de renda têm contribuído de forma efetiva para que muitas famílias saiam da linha de pobreza. Com uma economia melhor, a venda de artesanatos, serviços e produtos culinários também é favorecida. “Muitas mulheres chegaram sem perspectiva, sem esperança. Com os cursos elas conseguiram aprender uma atividade e a conquistar seu dinheiro”.


Para Vildania, a melhora de renda da população faz com que ela seja mais solicitada nos fins de semana. “Mulher adora se arrumar e, com mais dinheiro, a procura fica maior”.


CHOCOLATE
Maria das Graças Lemes Araújo, moradora no Centro, também não tem do que reclamar. Com a fabricação de trufas de chocolate, ela viu a renda aumentar de modo considerável. Ela prefere não falar em valores, mas diz que de dois anos para cá não fica mais sem dinheiro. “Esse dinheiro extra ajuda no orçamento. O chocolate me trouxe uma melhora emocional e financeira. Hoje tenho uma clientela fixa e trabalho por encomenda”.

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