3,5 mil famílias deixam a linha da pobreza em um ano


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Hoje 3,5 mil famílias de Franca estão vivendo melhor que no ano passado. São pessoas que, com trabalho e ajuda do poder público, deixaram as classes mais pobres e alcançaram um padrão de consumo melhor. A constatação é do estudo IPC Target divulgado nessa última semana pela empresa IPC Marketing Editora. O levantamento, que faz a projeção sobre o potencial de consumo da população, mostra que esse público deixou a linha da pobreza (classes D e E) e está gastando mais graças à melhoria do padrão de vida.


O motivo seria a retomada do crescimento econômico. Franca tem gerado mais emprego e feito o dinheiro circular. “As empresas estão recontratando e, ao mesmo tempo, o número de empresas abertas tem crescido. A cidade respira empreendedorismo”, disse o secretário de Desenvolvimento, Alexandre Ferreira.


A entrada de novas famílias na sociedade de consumo prova também que o número de pessoas na linha de pobreza está menor no município. Em 2009, eram 17.124 famílias nas classes D e E. Neste ano, o total caiu para 13.539, enquanto o número de moradias na cidade subiu de 96.943 para 97.539.


Para o diretor da IPC e coordenador do estudo, Marcos Pazzini, Franca tem se mostrado uma cidade atrativa para investidores de fora, o que favorece a entrada de riquezas. De um ano para o outro, por exemplo, o poder de consumo saltou de R$ 3,6 bilhões para R$ 4,5 bilhões. “Isso desperta o interesse dos empresários, que se instalam na cidade, geram empregos e melhoram o rendimento da população”, disse Pazzini.


Na visão do secretário de Desenvolvimento, todo esse processo cria um ciclo virtuoso e ajuda a gerar mais tributos para o município. “Com o aumento da receita, a Prefeitura pode prestar mais serviços e melhorar a qualidade do atendimento. Todo mundo ganha”.


Ainda segundo Alexandre Ferreira, foi por meio das recontratações no setor calçadista que a Prefeitura percebeu a expansão da classe média e a queda de famílias na linha de pobreza. Somente de janeiro a março deste ano, foram gerados na cidade, de acordo com o Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados), 7862 postos de trabalho. Com tanta gente empregada, a falta de mão de obra inflacionou os salários de admissão e permitiu que os trabalhadores ampliassem o poder de consumo. “O calçado estava prestes a morrer e essa recuperação, principalmente no mercado interno, deu novo fôlego. Com o aumento da produtividade, os francanos passaram a ganhar mais e consequentemente a consumir mais”, disse o professor de economia Vicente Golfeto.


SOCIAL
Secretário de Ação Social do município, Roberto Nunes Rocha comemora a queda no número de famílias na linha de pobreza. Para ele, as ações desenvolvidas pela secretaria também contribuem para a melhoria de vida da população. “Não queremos que os beneficiários de diversos programas fiquem eternamente dependentes do recurso público. Ofertamos cursos, oficinas de habilidades e orientações socioeducativas que ajudam a incluir o cidadão na vida da comunidade”.


Para o secretário, a ascensão de classe social provoca autonomia financeira das famílias e favorece a queda da violência. “Com menos famílias pobres tem como você utilizar desses recursos públicos para atacar outros setores mais vulneráveis. Trabalhar para que mais pessoas se sintam incluídas na sociedade”.

Veja o quadro abaixo:

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