A Folha Ilustrada, publicou em 26 de abril último, artigo intitulado 'Sucesso do Além', assinado pelas repórteres Fernanda Mena e Laura Mattos, sobre 'onda de Espiritismo" que "aumenta procura por Centros e ajuda espíritas e simpatizantes a saírem do armário'.
Realçando o número de espíritas e simpatizantes, as autoras fazem uma análise do movimento espírita sem, contudo, tratar do conteúdo da Doutrina Espírita, mesmo não prejudicando a qualidade da reportagem. Outra repórter, Nina Lemos, publica no mesmo caderno interessante artigo sobre o filme Chico Xavier, realçando a qualidade da produção e a reação das pessoas, na maioria positiva, sobre a película. Destaca a importância de Chico Xavier como cidadão ecumênico, sem deixar de ser espírita.
Tudo isso vem realçar que mais importante que a teoria, é a prática. E nisto Chico foi imbatível. Não há quem possa negar o imenso trabalho caritativo realizado pelo médium. Diz Nina Lemos que muitos que assistiram ao filme não são espíritas. Há católicos, evangélicos, judeus. Todos são unânimes em afirmar respeito pelo médium. Continuam nas suas crenças mas admiram o trabalho realizado pelo missionário de Pedro Leopoldo (MG). Aí está a força do exemplo, que mais do que as palavras, fala do trabalho imenso realizado em favor dos mais necessitados, tanto na sua cidade de origem como em Uberaba (MG), onde residiu a partir de 1959.
Assim, podemos concluir do valor inestimável do Chico Xavier para a Doutrina Espírita, como verdadeiro continuador da obra de Allan Kardec. Continuador e ampliador dos ensinamentos apresentados pelo Codificador que, em seu trabalho de síntese de base, não poderia revelar tudo. Os próprios mentores da obra Kardeciana informaram, à época da missão codificadora, que haveria continuação. E ela veio, sem dúvida, pelas mãos abençoadas de Chico Xavier. E Chico não só ampliou a teoria. Fez a Doutrina respeitada por todos. Tornou-a conhecida dos brasileiros.
Sua aparição no programa 'Pinga Fogo', em 1971, pela extinta TV Tupi, foi um marco de audiência e divulgação dos postulados espíritas. Nas suas apresentações, Chico fez, juntamente com os mentores que o inspiravam, especialmente Emmanuel, um trabalho inigualável de divulgação do Espiritismo. Quebrou tabus, preconceitos. Despertou o interesse dos que o assistiram para o conhecimento da Doutrina Espírita. Agora, depois da sua desencarnação, o trabalho de Chico em favor do Espiritismo e do Evangelho continua e alcança um público desejoso de espiritualidade. Só nos resta elevar nossas preces de agradecimento a este espírito de escol, que entre nós se chamou Chico Xavier e que, sem dúvida, foi a manifestação do amor entre os homens.
Felipe Salomão
Bacharel em Ciências Sociais e diretor do Instituto de Divulgação Espírita de Franca (IDEFRAN)
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