Consumo e crescimento


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Num universo de mais de 5,5 mil municípios, a cidade de Franca aparece neste ano como o 64º mercado consumidor do País. No Estado de São Paulo, é o 19º. No estudo IPC Target para 2010 — indicador da potencialidade do consumo nacional —, Franca aparece à frente de cidades de porte semelhante ou maiores, como Betim (na região metropolitana de Betim, em Minas) e São Caetano do Sul (SP), dois pólos industriais reconhecidos no País. Ou então bem à frente de Novo Hamburgo (cidade gaúcha cuja indústria calçadista rivaliza com a francana) ou Volta Redonda (no Rio, que abriga a Companhia Siderúrgica Nacional). Há ainda muitos outros exemplos. Tudo isso mostra a capacidade produtiva e de inclusão de mão-de-obra da cidade, pois o estudo aponta o crescimento do potencial de consumo dos francanos, uma vez que, sem que o dinheiro exista e circule, inexistiria o mercado consumidor.


Nos últimos anos, em que pese o pessimismo que ainda vigora em alguns setores da economia francana, o município tem aparecido com destaque no ranking: em 2009, era o 72º no País e 21º no Estado. A capacidade de compra do francano também subiu do ano passado para este: o IPC Target de 2010 do francano ficou em 0,20400 contra 0,19467 em 2009. Numa conta rápida, a cidade irá gastar mais de R$ 4 bilhões durante 2010, com destaque para as despesas pessoais, que englobam aluguéis, impostos, alimentação e transporte, entre outros.


Este ranking mostra que a cidade está no caminho certo e ainda pode melhorar muito em outros aspectos. Com uma população perto de 331 mil habitantes (segundo estimativa do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística para 2009), o município hoje desponta não apenas como a capital do calçado masculino no Brasil. Além de ter expandido o comércio, com a chegada de hipermercados e grandes lojas (o que reflete no IPC Target), a diversificação industrial é outro ponto de destaque, com o surgimento de novos segmentos fortes na economia, como o de lingeries.


Embora o emprego informal ainda tenha um peso grande na economia francana, a recuperação das contratações pelas fábricas de sapatos e a diversidade na geração de empregos são fatores positivos. Hoje as fábricas contam com 23.958 empregados com carteira assinada e, em que pese o número significativo, eles representam apenas um quarto da força de trabalho da cidade. Os demais profissionais trabalham em outras áreas, atestando o fortalecimento de empregos diversos na cidade. Claro que ainda há muito a avançar, em especial em áreas que não dependem exclusivamente do poder de compra do francano, como a educação, a saúde pública e a segurança. Mas se Franca se mantiver no mesmo caminho, terá maiores condições de vencer os desafios que lhe são apresentados.

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