Os francanos estão gastando mais com alimentação, manutenção do lar, veículos, roupas, viagens e até lazer. O bom momento vivido pela economia local fez com que a classe média ganhasse 9,2 mil novas famílias de um ano a outro. O poder de consumo dessa categoria deve chegar a R$ 538,7 milhões em 2010. Sozinha, ela é a classe dominante e representa mais da metade da população local (52,7%).
Com a classe média mais gorda e maior movimentação em comércio e serviços, Franca entra para o seleto rol das 20 cidades paulistas com maior potencial de consumo. Em nível nacional, a cidade avançou oito posições e ocupa a 64ª posição. O ranking foi elaborado pela empresa IPC Marketing Editora e divulgado nesta semana.
A previsão é que, até o final do ano, todas as classes consumam juntas R$ 4,4 bilhões. O valor é 22% maior que o previsto para o ano passado. A média, que congrega famílias das classes B2 e C1 (confira quadro nesta página) deve ficar responsável por R$ 2 bilhões do consumo estimado. “O avanço da classe média foi o mais notório na cidade. A população melhorou sua renda e passou a consumir mais, isso mostra que a cidade tem mercado e os empresários podem investir em produtos diferenciados”, disse o diretor do IPC e coordenador do estudo, Marcos Pazzini.
Essa melhora na capacidade de consumo dos francanos, e em especial da classe média, é sustentada pelo bom momento da economia. Desde o começo do ano, o município tem batido recordes em geração de emprego, oferecido melhores salários e visto a produção calçadista crescer em ritmo acelerado. “O desempenho de Franca tem sido diferente do de outras cidades do interior. Os dados mostram que o município saiu bem da crise. Embora pareça um crescimento pequeno, ele é bastante significativo para uma cidade que exerce poder de atração na região”, disse Pazzini.
Pelo levantamento, o consumo per capita na cidade antes em R$ 11.027,06 ao ano, passará para R$ 13.519,31. A projeção é que a maioria da renda seja gasta com a manutenção da casa, isso inclui aluguel, condomínio, impostos, conta de água e energia, telefone, gás e consertos. Despesas com lavanderia, cabeleireiros, empregados domésticos, reformas, animais, tarifas bancárias, seguros e prestações aparecem em segundo lugar.
Coordenadora do Ipes (Instituto de Pesquisas Econômicas e Sociais) do Uni-Facef, a professora Melissa Bandos diz que a diversificação da indústria e a entrada de novas empresas nos setores comercial e de serviços também contribuíram para estimular o consumo. Para Melissa, essas mudanças geraram postos de trabalho e favoreceram o aumento da renda da população. “Cria-se um círculo virtuoso de renda, ampliando as oportunidades de trabalho. Essa renda usada localmente gerará mais renda”.
Presidente da Acif (Associação do Comércio e Indústria de Franca), João Cheade sente os reflexos da melhora do poder de consumo dos francanos. “A conclusão deste estudo tem fundamento. Neste Dia das Mães, por exemplo, temos visto um movimento de compra acima da média nas lojas. Nem abrimos em horário especial ainda e as lojas já estão cheias. A cidade está em pleno desenvolvimento”.
Veja os quadros abaixo:
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