O comerciante Lázaro Mariotto, 79, é a segunda pessoa a morrer com suspeita de dengue hemorrágica em Orlândia em menos de um mês. Mariotto começou a apresentar os primeiros sintomas da doença no dia 18 de abril, dois dias após a morte de Raul Simões, 22, que também foi infectado pelo mosquito Aedes aegypti. Com febre e dores no corpo, o comerciante passou por um médico particular em Orlândia que, após exame de sangue, constatou que ele estava com dengue. Mariotto ficou uma semana internado em Ribeirão Preto, mas depois de receber alta voltou a piorar e teve sangramento no nariz e na gengiva. Após dois dias na UTI, Mariotto morreu na manhã de terça-feira.
Lázaro Mariotto morava na Rua Dez, na região central da cidade, e trabalhava diariamente em sua mercearia perto de casa. “Meu pai era um homem saudável e nunca teve dengue. Desde que os sintomas apareceram o quadro evoluiu muito rápido. Além da febre e dores, ele apresentou manchas avermelhadas por todo o corpo e ficou muito fraco”, disse a dentista, Eloisa Lima Mariotto, 52.
Assim que o pai adoeceu, Eloisa entrou em contato com a Secretaria Municipal da Saúde solicitando que fosse feita a nebulização na região onde ela mora. “Sempre tivemos cuidado principalmente com a piscina que temos em casa. Não foi encontrado foco na nossa casa. Acho que falta muita conscientização da população mesmo estando com mais de 200 casos e duas pessoas terem morrido de dengue hemorrágica. É preciso alertar a população”.
A assessoria de imprensa da Prefeitura de Orlândia não confirma a morte do comerciante por dengue hemorrágica, alegando que ele foi atendido na rede particular e que não pode falar sobre o caso.
ALERTA GERAL
A cidade vive uma situação crítica com 235 casos positivos e ainda aguarda o resultado de 171 suspeitas. Na tentativa de reduzir o contágio da doença, a Prefeitura contratou, em caráter emergencial, 72 pessoas para “caçar” focos do mosquito. A equipe se juntará a outras dez pessoas que trabalharam durante todo o ano.
O arrastão, que começou na última segunda-feira, deve durar dez dias e será feito em toda a cidade. Em dois dias, foram coletadas 3,5 toneladas de lixo que poderiam servir de criadouros do mosquito. Além das visitas às residências é feita a nebulização principalmente nos bairros onde foram registrados casos.
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