Nem mesmo a dor de perder o pai por suspeita de dengue hemorrágica impediu a dentista Eloisa Lima Mariotto, 52, de alertar a população para o risco da doença transmitida pelo mosquito Aedes aegypti. “Não é um problema na minha família. É um problema da cidade”.
Comércio - Quando o seu pai (Lázaro Mariotto) começou a apresentar os sintomas?
Eloisa - No dia 18 de abril ele começou a sentir dores pelo corpo e a ter febre. Ele ficou internado em Ribeirão Preto e, depois de receber alta, voltou a piorar. Teve sangramento nasal e nas gengivas. O quadro evoluiu muito rápido.
Comércio - O seu pai já teve dengue antes?
Eloisa - Não. Foi a primeira vez. Meu pai era um homem forte e ainda trabalhava. Ele ficou doente dois dias depois do rapaz (Raul Simões) ter morrido de dengue hemorrágica. Ele ficou muito preocupado e ainda comentou: “o menino não conseguiu vencer a dengue, será que não vou conseguir também?”. Nunca imaginei que essa doença judiasse tanto da pessoa.
Comércio - Mais alguma pessoa da sua família teve dengue?
Eloisa - A minha filha, de 28 anos, está com um cansaço que está nos deixando preocupados. A situação está crítica. Não conheço nenhuma pessoa em Orlândia que não tenha alguém na família que já teve dengue ou está com dengue. Mesmo assim, ainda falta conscientização das pessoas.
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