Com a roupa do vovô


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VISUAL RETRÔ  O administrador Bruno Cury exibe cardigã de R$ 305 da Rhomers
VISUAL RETRÔ O administrador Bruno Cury exibe cardigã de R$ 305 da Rhomers

Sabe aquela blusa de frio que, com certeza, seu avô tem no guarda-roupa? O vai-e-vem da moda trouxe ao cenário desta estação o look retrô, lá da década de 1960. A tendência para os homens de bom gosto, são os cardigãs e pulôveres, claro, remodelados e com muitas variações.


Para quem não sabe, o cardigã - inventado no século 19 - é um tipo de casaco com botões na parte frontal. Já o pulôver é encontrado com mangas longas ou sem mangas. Para virar tendência e conquistar de vez os homens de todas as idades, os modelos da clássicas peças sofreram uma desconstrução e podem ser encontrados mais justinho ao corpo, com botões desalinhados ou sem botões com gola V.


O produtor de moda Emerson Martins explica que essas peças compõem necessariamente o armário do homem moderno e que a ideia é eliminar a cara de alfaiataria e deixar o visual mais urbano. "A proposta é aproveitar o look retrô, mas modernizar a composição do traje. Quanto mais original, melhor", garante.


Versáteis, essas peças combinam sobrepostas com camisetas, camisas de manga longa e curta ou camisas polos, proporcionando o estilo casual e despojado. "Uma dica é criar um look hi-lo, ou seja, combinar uma roupa básica e barata - comprada até mesmo em brechó - com uma peça de maior valor agregado", orienta Emerson.


E atenção: para eliminar de vez o "estilo do vovô", vale o bom senso. "Essas peças combinam com jeans e sapatos casual shoes (sapatênis), tênis converse (all star) ou mocassim. Com bermuda em dias ensolarados também caem bem", observa o produtor. "O que não pode é optar pelo sapato social com calça alfaiataria. Aí vai ficar com a cara do vovô mesmo", enfatiza.


Os cardigãs e pulôveres da moda já são encontrados nas lojas de Franca. A maioria das peças é lisa e proporciona muitas combinações. "Neste caso, com uma camiseta de gola V ou com estampa de figuras fica um charme e super atual", reforça Emerson.


O administrador Bruno Damando Cury, 23, gostou do cardigã e entendeu bem o recado da peça. "É versátil e pode ser usada no dia a dia tanto para trabalhar como para curtir uma balada. Seu uso é diversificado alternando o visual entre social e esporte", afirma.


HISTÓRIA
Segundo a revista Manequim, o cardigã surgiu no século 19, quando foi usado por oficiais do exército britânico na Guerra da Criméia. O nome é uma homenagem ao conde de Cardigan, que comandou a tropa. Na década de 1920, a Chanel lançou a combinação feminina de cardigã com saia e ele nunca mais saiu de moda.

Veja o quadro abaixo:

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