"No anonimato"


| Tempo de leitura: 2 min
Em resposta ao leitor Adoniran Thomaz (leia em http://www.comerciodafranca.com.br/materia.php?id=55493), discordo do que disse neste jornal em 17 de maio. Sou Guarda Civil e há 22 anos estou na corporação. Durante esse tempo todo nunca vi tanto descaso para com a Guarda Civil de Franca como agora. Só se pensa em crítica, comentários maldosos etc. Esquecem-se de falar sobre os grandes feitos da Guarda Civil e nos tratam como a um bando de incapazes e inúteis. O leitor Adoniran fala em várias mortes supostamente causadas pela "Taser", mas esquece-se de constar quantas vidas foram salvas pelo uso correto da mesma arma. Lembre-se, Sr. Adoniran, que em nossa cidade tivemos um caso com final feliz graças a utilização da arma para resolução do fato. E ainda tivemos que recorrer aos nossos co-irmãos da cidade de Guaíra pois nem mesmo as polícias de nossa cidade tinham tal equipamento. Concordo com o senhor em dizer que arma é arma. Está correto, mas observe que a criminalidade hoje usa armas potentes capazes de tirar sua vida ou de um de seus entes em fração de segundo e à longa distância. Em contrapartida, ainda vemos corporações trabalhando desarmadas e com um contingente pífio para garantir a segurança de bens ( isso inclui o senhor), serviços e instalações do municípios. Não creio que senhor seja futuro alvo de uma "Taser" pois a guarda civil estará preparada para lidar com o referido equipamento de modo a utilizá-lo somente em casos de extrema necessidade. Lembre- se, no entanto, Sr. Adoniran, que vivemos em uma cidade onde as forças policiais existentes não dão mais conta do recado para combater a violência que nos assombra. As guardas civis, no geral, têm prestado excelentes serviços no combate à violência na maioria das cidades de nosso País, mas em Franca, onde a mentalidade e o raciocínio político são retrógrados, deixa-se a corporação no anonimato, servindo apenas como cabide de emprego para policiais aposentados.
 
José Carlos Gomes
Franca - SP

Fale com o GCN/Sampi!
Tem alguma sugestão de pauta ou quer apontar uma correção?
Clique aqui e fale com nossos repórteres.

Comentários

Comentários