Foi sofrido, muito sofrido, mas valeu! O Santos foi campeão e este colunista teve a oportunidade histórica de ver o jogo ao vivo, no Pacaembu.
Li o Estatuto do Torcedor dias antes e fui conferir se esta importante lei para este País que sediará a Copa do Mundo, está sendo cumprida. Tudo começou com o chamado de um amigo, Tito, que me convidou para ir, na excursão organizada pelo Marcos Silva, repórter esportivo do GCN. Tentei durante toda semana convencer minha esposa a levar meu filho de quatro anos, mas não consegui. Prevaleceu o instinto materno. Saímos domingo pela manhã, ingresso em mãos. Até então o Estatuto do Torcedor estava sendo cumprido na íntegra, já que os ingressos foram comercializados com quatro dias de antecedência do jogo e em diferentes locais. É bom lembrar que o Estatuto do Torcedor, lei nº 10.671 de 15 de Maio de 2003, vigora há quase sete anos.
No Pacaembu, torcidas organizadas na frente do estádio, portões fechados e previstos para serem abertos às 13 horas, só abriram às 13:20 horas, atrasado. Descumpriram o Estatuto. Quanto à segurança, a lei prevê que seja feita de forma abrangente antes, durante e depois do jogo. Rigorosamente cumprido este quesito.
O Estatuto prevê ingressos e assentos numerados. Entramos e percebemos que havia numeração nos ingressos, mas não nos assentos. Assim, quem chegou primeiro sentou-se nos melhores lugares. Nosso caso. Chegamos com boa antecedência e fomos privilegiados no assento. Ficamos próximos à Torcida Jovem do Santos o que permitiu viver fortes emoções.
Antes do início da partida, percorri o Pacaembu para conferir o cumprimento do Estatuto quanto a sanitários limpos e compatíveis com a capacidade do estádio. Estava tudo rigorosamente limpo. Quanto ao acesso aos deficientes, não. Não havia local de acesso exclusivo e nem assentos específicos.
O Estatuto prevê ainda que seja disponibilizado um serviço de atendimento ao torcedor (SAT) em local de fácil acesso. Procurei e não encontrei. Evidentemente que se é de fácil acesso, teria de ser encontrado facilmente. Deveria haver ainda orientadores no estádio. Vi apenas um, na entrada.
O sistema de som do estádio, o tempo todo, inclusive no intervalo do jogo, anunciava os preços praticados pelos vendedores ambulantes: água R$ 2; salgadinhos, R$ 4; picolé, R$ 4; amendoim e pipoca, R$ 4. Em seu artigo 28, o Estatuto assegura preços não abusivos ao consumidor. Desta forma, é discutível pagar R$ 4 por um sorvete mas me pareceu que a organização do evento tentou tabelar os preços e monopolizar o comércio, reprovável sob a ótica jurídica.
Voltei a meu assento não numerado. A expectativa era de mais um show dos meninos da Vila e que o G10vanni entrasse no segundo tempo como gratidão pelo que fez no Santos. Mas o Santo André, em menos de um minuto, mostrou que ao invés de festa, o jogo seria uma guerra: 1 x 0.
O placar eletrônico divulgou renda e público, escalação dos times e demais informações, tudo em cumprimento à lei. Depois de dois gols de Neymar, parecia que o show começaria, mas não. O Santo André, valente, conseguiu virar o jogo e o Santos, com três jogadores expulsos, rezava para que o jogo acabasse. A torcida rezava junto, mas não parou de empurrar o time em momento algum.
O ápice da emoção foi a bola na trave chutada pelo Rodriguinho, do Santo André, ao final do jogo. Todos os santistas sopraram para que a bola não entrasse e o Santos fosse campeão. Deu certo.
Desta experiência, tiro algumas conclusões: a emoção de assistir o jogo ao vivo é indescritível. E minha esposa estava certa: seria uma insanidade levar meu filho a estádio com final de campeonato. O Estatuto do Torcedor foi parcialmente cumprido, mas o Brasil está longe dos padrões internacionais para sediar uma Copa do Mundo e respeitar o torcedor. Quanto a Dunga, lembro o que hoje o Brasil lembra: Neymar e o Paulo Henrique Ganso devem ir com a seleção para a Copa da África do Sul. O Santos, sem dúvida, é o melhor time do Brasil.
TORCIDA SANTISTA
O Marcos Silva merece aplausos pela organização da viagem. Vários francanos, ilustres torcedores, estavam no ônibus. Foi pura emoção. O único contratempo foi o motorista, pouco experiente, teve dificuldades de dirigir em São Paulo, mas com o Santos campeão, isto virou apenas um detalhe!
FRANCANA E BASQUETE
Será que o Lanchão e o Poliesportivo de Franca estão preparados para receber seus torcedores? É bom lembrar que, em caso de descumprimento da lei o Procon pode ser acionado, aplicar multas e até interditar os locais. Cabe aos torcedores, fiscalizar e denunciar.
DIA DAS MÃES
Os próximos dias que antecedem o dia das mães, devem ser de compras de última hora. O consumidor tem que ser cauteloso e jamais comprar por impulso. Quando chega a data a tendência é comprar por impulso e sem analisar preços e condições de pagamento. Exija a nota fiscal de qualquer produto comprado. Tome cuidado para não entrar em dívidas que comprometerão seu orçamento para os próximos meses. E feliz dia das mães!
Denílson Carvalho
Advogado, ex-coordenador do Procon Franca - denilson@comerciodafranca.com.br
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