Apesar de não revelar detalhes sobre a fiscalização dos dez francanos envolvidos na Operação Quilate, o delegado da Receita Federal, Celso Toshio Sakamoto, garantiu que não há trâmite especial para o caso e explicou como é o trabalho dos fiscais em situação semelhante. “Cada suspeito é um procedimento que deve ser acompanhado por um fiscal”, disse Sakamoto.
A ideia é descobrir se o patrimônio dos envolvidos aumentou ao longo dos anos e se há registro de renda compatível com o acréscimo. “Toda renda tem de ser tributada, seja ela de origem lícita ou ilícita. Usaremos todos os elementos possíveis para descobrir se houve enriquecimento. Por depoimentos, contas correntes, movimentação financeira e cartórios de bens. Verificamos até sinais exteriores de riqueza - carros importados, iates, etc - que podem estar no nome dos suspeitos ou de ‘laranjas’”, disse Sakamoto.
Mesmo depois de comprovada a intenção de esconder o enriquecimento, o contribuinte ainda tem a chance de se livrar do crime. “Constatadas irregularidades, o interessado pode contestar e pagar. Se não for resolvido, enviamos o procedimento ao Ministério Público Federal que oferece denúncia à Justiça”, disse o delegado.
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