‘Não há vida em escola onde não se podem colocar enfeites’


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AMEAÇA EXTERNA - Muros foram cercados com arame pontudo para evitar invasões ao prédio escolar
AMEAÇA EXTERNA - Muros foram cercados com arame pontudo para evitar invasões ao prédio escolar

A violência e o vandalismo quase que diários trazem medo às unidades de ensino. Em uma escola da zona Sul, diretores, professores e funcionários pregam o anonimato para falar dos problemas que vivem. Já a direção da Escola Municipal “Professora Olívia Corrêa Costa”, no Jardim Paineiras, zona Norte, abre as portas para mostrar que no local não há vandalismo, danos ou furto. A única coisa que elas têm em comum é o fato de serem municipais.


Na zona Sul, ninguém esconde que a escola é constantemente depredada apesar de contar com alarme e monitoramento. A falta de muro facilita as invasões. Lá dentro, vândalos danificam telhados, sujam paredes, quebram torneiras, promovem algazarras. Trabalhos escolares, cartazes, cestos de lixo, entre outros, não podem ficar em espaço aberto, como o pátio. "Se esquecer, no outro dia a gente chega e depara com tudo destruído, isto quando não furtam", disse uma funcionária. E acrescentou: "Não há vida em uma escola onde não se podem sequer colocar enfeites para alegrar o ambiente". Existe um projeto que prevê o fechamento com muros, mas ninguém acredita que só isto resolva o problema.


Na Escola Olívia Corrêa Costa, ocorre o contrário. Inaugurada em 2005 e ampliada no ano passado, ela nunca registrou furto e não há sinais de vandalismo. Os trabalhos dos alunos, cartazes, comunicados e outros ficam expostos em painéis no pátio, o que contribui para um bom ambiente.


A escola possui alarme e monitoramento. As 14 salas são dotadas de sensores de presença. As portas e janelas são protegidas por grades. Os portões possuem telas protetoras e os muros de três metros de altura, que contam com espetinas (cercas de metal com pontas afiadas), garantem a segurança do local. "A comunidade ajuda a vigiar o patrimônio que é dela", disse a diretora Marina Augusta Tavares de Souza.

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