Celebramos hoje o domingo do mandamento novo, o mandamento do amor. O amor deve ser o “cartão de visita” do discípulo de Cristo.
Vivemos num mundo onde primam o autoritarismo, egoísmo e individualismo e é nesse mundo que somos desafiados por Jesus a viver e a praticar o verdadeiro amor que é acolhimento, serviço, que respeita a dignidade do próximo, que não discrimina nem marginaliza, que se doa totalmente para que o outro tenha mais vida.
Os trechos da Palavra de Deus que serão proclamados nas missas nos ajudam a viver este mandamento. A primeira leitura é dos Atos dos Apóstolos, capítulo 14, versículos 21b a 27. Somos convidados a meditar na conduta dos apóstolos que mantinham acesas as comunidades naquele fervor inicial, após a conversão. Não foi a um indivíduo que se dirigiram, mas a todos, reunidos.
Não se pode imaginar a vida cristã de forma individual. Quem se afasta da comunidade para se salvar pensa que se apresentará diante do Senhor sozinho, dando conta de sua vida. Jesus fez questão de revelar que seremos julgados conforme nosso relacionamento com os irmãos. Ele dirá: “Vem, abençoado por meu Pai, porque você me ajudou”. E aquele que achou que se salvaria sozinho, atônito perguntará: “Senhor, quando foi que te ajudei, lá na terra?”. E Deus lhe responderá: “Quando você ajudou um irmão necessitado, por mais humilde que fosse”. Somos uma família na qual cada um é, de alguma forma, responsável pelo outro.
A segunda leitura é do livro do Apocalipse, capítulo 21, versículos de 1 a 5a. Esta leitura é complemento da primeira. A comunidade religiosa é comparada a uma jovem que vai casar. Sua aparência provoca a admiração de todos. É assim que ela deve ser, de tal modo que todos possam ver sua beleza e queiram imitá-la.
A comunidade bela se forma quando os irmãos ajudam outros irmãos em tudo o que se fizer necessário, seja um trabalho bem humilde no qual ninguém repara (como, por exemplo, varrer a igreja) ou dos mais lindos, como ajudar o presidente da assembléia a repartir o pão com os demais fiéis celebrantes da ceia do Senhor.
É tudo feito para um único fim: o bem da comunidade, a fim de que todos se sintam servidos e felizes. Como participo de minha comunidade? Sou daqueles que sempre dão desculpas para não fazer nada? Ou, confiante na graça de Deus, sou disposto a ajudar onde for necessário? Não será ao irmão que estarei servindo, mas na pessoa dele, ao próprio Jesus. Acredito nisso? Na comunidade de minha casa também?
O evangelho é colhido do capítulo 13 nos versículos 31 a 33a; 34 35 de São João, cujo ensinamento se dá no mandamento novo deixado por Jesus: “amai-vos uns aos outros”.
Há quem considere o mandamento novo de Jesus um peso, um estraga-prazeres. E nessa linha de julgamento considera os que se “libertam” do mandamento do Senhor pessoas espertas, que sabem aproveitar a vida, tirando proveito em tudo, mesmo que seja passando por cima dos outros.
Somos assim levados a amar quem é simpático, rico, inteligente, bom, para tirar proveito em nosso favor. Com o seu “novo” amor, Jesus nos ensina que se deve amar o irmão desinteressadamente. Não porque ele merece, mas porque precisa do nosso amor para ser feliz.
MAIO DE MARIA
Iniciamos o mês mais terno do ano: maio de Nossa Senhora. Maria constitui uma das ajudas mais importantes oferecidas por Deus para um encontro decisivo e pessoal com Ele. Maria faz-se presente em nós com amor intenso de Mãe e com fé exemplar de discípula. Ela luta contra o dragão que atenta contra a vida de seus filhos.
ASSEMBLÉIA DOS BISPOS
Será realizada em Brasília, de 04 a 13 de maio, a 48ª Assembléia Geral dos Bispos do Brasil. O tema central versará sobre a Palavra de Deus na missão da Igreja. É importante que estejamos unidos num só coração, através da nossa oração pessoal e comunitária, na ação pastoral tão rica de nossas Dioceses.
PENSAMENTO
“Nossa Senhora, Mãe querida, tornai-me participante da vossa fé”.
José Geraldo Segantin
Pároco da Catedral de Franca - segantin@comerciodafranca.com.br
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