Maria Aparecida da Silva, 49, está ansiosa com o retorno da filha. Ela diz que a perdoa por ter se envolvido no tráfico de drogas.
Comércio da Franca - Como sua filha está?
Maria Aparecida - Ela disse que não quer que ninguém fique sabendo o dia que ela vai chegar porque está muito cansada, esgotada e com depressão. E ela quer curtir a casa, os filhos, os irmãos, eu e descansar a cabeça.
Comércio - Ela comentou o que quer comer quando voltar?
Maria - É triste (chora). Ela falou “mãezinha, quero que a senhora faça uma panela de arroz e uma de chuchu bem aceboladinho para eu comer”. Imaginei que ela fosse querer um churrasco, uma festa. Isso me comoveu muito.
Comércio - Como seus netos receberam a notícia da vinda da mãe?
Maria - Estão contando nos dedos os dias, os segundos. Eles estão sonhando com ela.
Comércio - A senhora perdoou sua filha?
Maria - Perdoei porque é minha filha. Não vou falar que é uma filha que toda mãe gostaria de ter. Mas conheço a filha que tive, não era bandida, não tinha passagem policial. Perdi muitos amigos com o que aconteceu, mas também recebi muitas pessoas para me apoiar, rezar por nós.
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