Faça chuva ou faça sol, nos momentos ruins ou bons, um grupo seleto de torcedores do Franca Basquete está sempre presente no Ginásio do Poliesportivo. Eles são apaixonados por basquete, propõem-se a participar de momentos inesquecíveis da equipe e destinam parte do seu tempo pessoal ao time, podendo protagonizar um enredo diário de amor ao esporte.
Mais um capítulo no livro dos apaixonados torcedores será escrito nesta terça-feira. O Vivo/Franca disputa o primeiro jogo da semifinal do NBB 2009/2010 às 21 horas, no Póli, contra o Flamengo. A série do playoff é disputada em melhor de cinco jogos.
É claro. A presença do sexto jogador é considerada fundamental. Sua atuação incentiva o time com gritos de apoio constante. E dentro desse universo existe uma verdadeira relação de amor.
Os apaixonados sofrem em proporções maiores as tristezas de uma derrota, martirizando-se ao extremo nos momentos de dor. O mesmo ocorre nos períodos de felicidade, onde todo o deslumbre da vitória é extravasado por esses aficionados.
Essa é a saga da torcida francana, que perdura por longo anos, até mesmo antes da fundação do clube Franca Basquete (em 1992). Desde antes dessa data o esporte na cidade já era paixão. Essa relação tão estreita acaba fazendo de alguns torcedores verdadeiros símbolos.
Um destes personagens é Hilda Couto da Silva, 68, considerada a primeira sócia-torcedora do Franca Basquete (com direito até a carterinha com o número um grafado). É uma verdadeira relação de amor pelo time. “Tenho cadeira cativa, sempre sento no mesmo lugar, é questão de ritual. Acompanho o time há décadas, não teria porque mudar, até hoje tem dando muito certo”, frisou dona Hilda.
Ela segue o time há mais de 34 anos. “A torcida de Franca tem o papel de se manter viva nos momentos em que a equipe é dada como morta. A experiência esportiva da cidade virou um símbolo para o basquete nacional”, afirmou a torcedora número um.
Segundo Wanete Correia Abrão, 50, outra torcedora muito conhecida no Poliesportivo por soltar gritos estridentes para estremecer o rival, a paixão pelo basquete é infinita. “O basquete nos faz gritar, nos faz sorrir, e, a cima de tudo, nos faz esquecer do mundo lá fora. A dor e as dificuldades da gente são colocadas em segundo plano, o esporte nos nutri de amor”, descreveu.

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