A falta de mão de obra qualificada é hoje o maior problema do calçadista Jaime Borges, diretor da Calçados Stefanello. Mesmo com a oferta de salários acima da média, além de benefícios, o empresário não consegue preencher as vagas abertas. A maior dificuldade é para cargos como pespontador, coladeira, aparadeira e lixador. Encontrar um candidato capacitado para a função leva, no mínimo, 15 dias. Antes, segundo Borges, a vaga era preenchida em, no máximo, três.
O diretor acredita que falta de profissionais acontece em razão da migração de trabalhadores para outros setores e também por conta do despreparo dos que estão disponíveis. “O rodízio de contratações é muito grande, pois a maioria não tem preparo para a função. Há também muitos sem responsabilidade”.
Para Borges, a oferta de um salário maior ajuda a incentivar o funcionário, mas também requer dele mais profissionalismo. “Tenho bons salários e continuo com defasagem de pelo menos cinco funcionários”.
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