O céu sem nuvens
Tinge as águas de luz
E descerra a península envolta de atlântico-prata
Torres de luxo cintilam ao longe
E riquezas aladas dançam
Soberbas na ponta continental
faiscando lâminas polidas em veias abertas
A ferro e sedução.
Sob minhas pálpebras
Os longos dedos do vento
Abrem caminho na face do oceano
As ondas arrepiam a pele líquida da Terra
Que se abre para o sonho do homem.
Por um instante, desvisto-me da História
Meus olhos nadam no mar de encanto
Que transborda sal acumulado por eras
E vejo com olhos virgens
A ponta de terra no horizonte a leste,
Um rio de caracóis uruguaiando pássaros coloridos,
Coxilhas cochichando tango
Em ouvidos argentinos
E caminhos de prata espelho de sol
Fazendo poesia no meu peito latino.
Os longos dedos do vento
Abrem caminho na face do oceano
As ondas arrepiam a pele líquida da Terra
Que se abre para o sonho do homem.
Por um instante, desvisto-me da História
Meus olhos nadam no mar de encanto
Que transborda sal acumulado por eras
E vejo com olhos virgens
A ponta de terra no horizonte a leste,
Um rio de caracóis uruguaiando pássaros coloridos,
Coxilhas cochichando tango
Em ouvidos argentinos
E caminhos de prata espelho de sol
Fazendo poesia no meu peito latino.
Regina Helena Bastianini
Professora, poeta autora de Eu e o mundo (1990), Entrenós (2003), Contraponto (2006)
Professora, poeta autora de Eu e o mundo (1990), Entrenós (2003), Contraponto (2006)
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