Falta de sapateiros pode piorar


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Os empresários calçadistas não valorizam seus funcionários. Os sapateiros têm salários muito defasados. Quando comecei a trabalhar no setor, o salário mínimo do governo era praticamente metade do salário dos sapateiros. Hoje, os valores são praticamente os mesmos. Com isso a maioria dos sapateiros abandonaram o setor. No final do ano os empresários demitem porque janeiro e fevereiro não são meses de alta produção e porque fevereiro tem a data-base dos sapateiros. Esperam os acertos entre os sindicatos e, depois, voltam a contratar por salários mais baixos, sem dar aumento. Este ano, não esperavam que haveria bom serviço como está sendo. Com isso, os sapateiros estão procurando outros serviços fora da área. Chegará a hora que Franca não terá mais sapateiros se não houver valorização deles. E nós, sapateiros, não queremos muito. Hoje em dia, sequer podemos fazer um financiamento de casa própria, ou de um veículo velho para poder trabalhar ou divertir com a família. Não temos estabilidade nem para prestações de 12 meses porque não sabemos se estaremos empregados. Esse é o quadro. 'Não adianta desespero para arrumar funcionários. Estão rareando e a tendência é piorar cada vez mais. Espero que um dia isso mude e possamos ter nossa dignidade de volta.

Jacqueline
Franca - SP

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Chama a atenção nas edições do Comércio dos dias 24 e 25 de abril, a notícia de que escolas têm registrados ocorrências de deixar a comunidade perplexa; meninos e meninas se envolvendo cada vez com mais frequência em confusões banais, deixando de lado a obrigação dos estudos; e, na outra data, informação sobre escassez de mão de obra na indústria de calçados e recorde de empreendimentos imobiliários, impulsionados pela economia aquecida. Essa é a grande ambiguidade que o País e cidade testemunham. Enquanto comemoramos números invejáveis na economia, carregamos conosco uma 'pedra no sapato', ou melhor 'duas', que são a educação e a segurança pública. Será que algum dia colheremos bons resultados nestes assuntos como na economia ou continuaremos, como mercenários, a pensar só nas finanças, esquecendo-nos sempre do social?
Luís Alexandre Machado
Franca - SP

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