O delegado Márcio Garcia Murari, da DIG (Delegacia de Investigações Gerais) de Franca, anunciou ontem o fim das investigações que apuravam o assassinato do desempregado Daniel Neves Moreira, 20, conhecido como "Gordinho", ocorrido no dia 10 de dezembro do ano passado, no Jardim Aeroporto III. De acordo com Murari, o autor do homicídio foi Jeison Alex de Souza, 19, que também acabou morto no dia 19 de dezembro com cinco tiros. "Os dois vinham trocando ameaças por causa de uma correntinha trocada por um aparelho celular e Jeison atraiu Daniel para os fundos de uma horta. Lá, o executou".
A certeza da polícia se baseia em depoimentos prestados por várias pessoas, incluindo a mãe do próprio Jeison. Mas foi o depoimento da namorada dele que mais chamou atenção. "Ela (namorada) disse que Jeison confessou o homicídio em detalhes e falou até de um paulada dada na cabeça de Daniel antes dos tiros, fato de que só nós e o médico legista tínhamos conhecimento", disse Murari. Daniel Moreira foi executado com seis tiros numa mata nos fundos do Jardim Aeroporto III. Seu corpo foi localizado no final da tarde do dia 10 por crianças que brincavam no local. Ninguém foi preso.
Depois, Jeison de Souza acabou morto com cinco tiros, pouco antes da meia noite do dia 19 de dezembro, no cruzamento das Ruas Denizar Trevisan e Dom Bernardo José Bueno Miele, no mesmo bairro.
O delegado Murari disse que a morte de Jeison continua sendo investigada. Uma das pistas da polícia é um relógio dourado, localizado próximo ao corpo da vítima e que seria do autor dos disparos. Murari disse ainda que são "fortes"os indícios de que a morte de Jeison tenha sido motivada por vingança ao assassinato de Daniel Moreira.
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