A. A. Francana


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Foi realmente lamentável a campanha de 2010 da Associação Atlética Francana. Vários foram os fatores que levaram o time a uma pífia atuação no campeonato, com vitórias fora de seus domínios e amargas derrotas em casa. Aliás, casa? Gostaria que alguém me dissesse onde é a casa da Francana.


Tinha um pequeno mas belo estádio e até um modesto clube recreativo ao lado do cemitério municipal, hoje praticamente destruído e às moscas, em frente ao 'Coleginho das Freiras'. Está com quase toda a área penhorada por dividas de toda sorte, algumas com seus próprios dirigentes e ex-atletas; outras, por órgãos governamentais.


Após a construção do 'Lanchão', aumentou o abandono. O clube e o time ficaram sem eira nem beira, mas, a bem da verdade, tinha diretorias que se renovavam de tempo em tempo.


Se isto não bastasse, agora, graças ao moço que veio de Itirapuã mas cresceu e fez a sua vida em Franca, no começo 'botando a boca no trombone' contra todo o mundo via rádio e, depois – bem –, tornando-se político (e até um bom prefeito pela terceira ou quarta vez) e ai, sem se saiba o porquê, nem mais o 'Lanchão' a Francana pode usar.


De lá foi despejada a 'toque de caixa', por ordem e graça do alcaide ao seu assessor responsável pela Fundação do Esporte, Arte e Cultura de Franca, a FEAC(?).


Ficou sem teto e sem terra. Aliás, tanto a área do antigo Coronel Nhô Chico como a do Lanchão, correm o sério risco de ser invadida pelos companheiros do Lula, por serem improdutivas...


Pergunto: como pode um time de futebol ser vencedor nestas condições? A péssima condução dos seus destinos por diretorias que por lá passaram, com ressalva de alguns grupos do conhecimento de todos, não poderia mesmo dar em nada.


O torcedor está cansado de ouvir promessas de um grande time mas continua comparecendo e prestigiando em bom número. O que, no entanto, é dado assistir é um filme de terror e não partidas de futebol.


Então, o torcedor cansa, não mais vai ao estádio. A diretoria ai, vai a público e reclama. Reclama do quê? Ou assume ou entrega o bastão para quem entende e deseja verdadeiramente vencer e não só aparecer na mídia.


Por falar em mídia, é preciso que alguns profissionais do esporte parem de querer mandar na escolha da diretoria, do treinador, dos jogadores, na escalação do time e na sua forma de jogar. Se é isso que querem, porque não assumem a direção do clube? Criticar, dar opinião é de seu direito. Mandar não.


Mesmo achando que o futebol do interior está acabando e todos os times estão nivelados por baixo – observem, não há nenhuma diferença entre o futebol praticado pela Francana, que está na 3ª divisão e o Botafogo, de Ribeirão Preto, que está na 1ª –, acho que poderíamos ter uma equipe melhor, como a do basquete que nos enche de orgulho, porque seria exaltada nos mais diversos cantos.

 

Odorico Antônio Silva
Advogado

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